30/08/2009

Surpresa, pastel, beijo, saudade de praia.

Deu tudo errado.
O Beto não veio pra Belo Horizonte, nem ele, muito menos a mãe dele.
Sabe o que aconteceu !?
EU fui pra lá 8D

Vou explicar timtim por timtim, como eu sempre faço: Meu tio Carlos precisava de resolver algumas coisas em Sete Lagoas. Aí foram ele, a mulher dele e a neta da mulher dele. De Fusca.
Mentira. Fomos eu, minha mãe, meu tio, a mulher dele e a neta da mulher dele. De Fusca.
Buscaram a gente na estação Gameleira. Em falar nisso, no ponto de ônibus que nos buscaram de fusca, tinha uma menina muito foda. Ela tinha um cabelo legal, uma blusa legal, um tênis legal, uma mochila legal e um amigo legal (era tecnicamente legal. Ele tava de meia, um chinelo da Calvin Klein e um ôculos beem gay) e era bonita (só de longe, porque de perto parecia uma vaca de tanto piercing, sem ofensas). Quando ela entrou no ônibus ela ficou me olhando com cara de caminhoneiro G_G' Errr, eu não sei explicar olhar de caminhoneiro.

Apesar da dor nas pernas que me deu de ficar socada dentro do fusquinha dividindo o espaço com a minha mãe e a neta da mulher do meu tio (a Mylena, pra ser mais exata), as dores foram sentidas por amor ♥♥♥

A gente (digo, as pessoas que estavam no carro) fomos na feira.
A coisa mais rara que tem sou eu usar brinco, e eu tava com uma argola. Saí de lá com um par de brincos redondos com umas borboletas, BEEEEEM, maiores que minhas argolas. Saí feliz comendo pastel. Comi só dois, porque o aparelho não me proporciona bem estar enquanto eu como, falo, e err, beijo.

Mas de tudo, eu acabei me acostumando nessa coisa de beijar com aparelho.
Em um dia. Isso mesmo que você leu: um dia.
O Beto nem sabia que eu ia; Foi supresa, e nem eu sabia que era supresa.
Acho que nesse um mês e alguma coisa de namoro, esse foi o dia mais contrutivo.
Não pense bobeira, por favor. O fato foi que a gente aproveitou.

Cara, eu sei que pareça impossível, mas foi o seguinte: minha mãe pediu pra mim comprar cerveja pra ela, e o Beto foi junto, claro. (legal, sustento o vício da minha mãe. E da minha sogra. As duas estavam jutnas contando caso com a minha tia, enquanto meu tio tava com a Mylena resolvendo os problemas dele) Quando a gente voltou do bar, eu servi a cerveja pra elas (a minha mãe a minha sogra, já que a minha tia não bebe) e eu tava com sono. Aí eu fui pro quarto com o Beto. Só pra deixar bem claro: a porta estava aberta, e dava quase de frente pra varanda, onde as ditas cujas estavam. Então, tudo o que a gente fizesse elas viriam, se elas quisessem. Eu não fechei a porta meeesmo. Primeiro que eu não escondo nada da minha mãe, se acontecesse alguma coisa eu ia contar pra ela. Eu converso com a minha mãe do mesmo jeito que eu posto aqui no blog, a gente tem conversas que muita gente adulta não tem, eu acho isso muito bom entre eu e ela, sabe?

Só sei que quando ela assustou, eu tava deitada na cama do lado do Beto. Ele tava quase dormindo, panguando mesmo. E eu tava apoiada no braço olhando pra ele, aah *-*
Aí minha mãe gritou a Élis (minha sogra, pra ser mais exata. Lê-sé Élis mesmo. Tipo Elis com acento agudo no "e"). "Robeeeerto seu folgado!" Nisso ele já tinha pulado literalmente do colchão (claaro que é colchão, não tem nada lá, eu ainda nem me mudei). Aí ele deitou de novo, e eu, por mais que tinha sono, eu não conseguia dormir com aquele par de olhos castanhos com aquela sombrancelha grossa me olhando. O máximo foi a gente TENTAR se beijar, só isso. A gente tava panguando mesmo.

Aaah, eu liguei pra Mari, ae ae *-* Ela tava na praia, e ela me deixou ouvir o barulho do mar.
Porra, eu fui na praia quando eu tinha 4 anos. Saudade de praia. A Mari me proporcionou um ÓTIMO momento, obrigada Mari. Mesmo estando longe vocÊ é tão presente !

Aí eu tive que vir embora.
É impressionante. Toda vez que eu vou embora lá da minha casa em Sete Lagoas, sempre fica alguma coisa pra trás e a gente volta. Dessa vez foi a bolsa da minha mãe. Da outra vez foi meu aparelho, cigarro do meu pai ... sempre assim.
Acabou. E eu nem acreditei. Parecia uma eternidade.

28/08/2009

Eu precisava de contar isso pra alguém... de novo.

Pois é, vou aproveitar o momento pra dizer TUDO o que aconteceu, sendo mais direta possível. Está passando muita coisa na minha cabeça, mas eu vou conseguir. Cuidado com a mistura de casos e muita coisa ao mesmo tempo, vai ser complexo.

Primeiro: Meu namoro está ÓTIMO. O carro do meu pai quebrou, então eu não vou pra Sete Lagoas esse final de semana. Aí a minha mãe teve uma idéia. E a idéia foi ótima por sinal: chamar ele pra passar o final de semana aqui. Por que eu não tinha pensado nisso antes !? E se der tudo certo ele vai pra cá (com a mãe dele) no domingo. Vai ser muito bom pra matar a saudade dele. Que namorada desnaturada que eu sou, faço um mês de namoro, esqueço a data e ainda não vou ver o menino!? Eu estou convicta de que eu preciso de ver ele, e isso é um fato. O que eu tenho que fazer agora é esperar (anciosamente) ele chegar. Vai dar tudo certo. Aliás, vai dar tudo muito certo.

Segundo, terceiro e talvez quarto: Ontem o dia foi meio... diferente. Fui pro dentista com a roupa mais louca que eu tinha em mente: uma blusa branca com a estampa laranja, um cinto branco com bolinhas pretas, um short preto com meia calça roxa, all star preto, blusa de frio preta e a bolsa preta da minha mãe (eu tava num dia meio emo). Demorei lá da escola até aqui em casa pensando nisso, foi muito complexo pra mim pensar, ainda mais com o tanto de coisa que eu tinha em mente. O resultado não foi diferente: eu chamei muita atenção. E eu gosto de atenção. Às vezes eu até devo estravazar com minhas roupas, mas eu supero. Eu e quem anda comigo. Mas então, só sei que voltei pra casa com o aparelho roxo, mas eu queria lilás. É tão difícil entender isso!? Sem falar daquela grande lingual idiota que eu fui obrigada a usar de novo. Pelo menos não tem o dijuntor (desculpa a língua odontológica). E o Sérgio (lembra dele!? Tenho um caso pra contar sobre ele tbm) ficava teimando cmg que meu aparelho relamente era lilás, não roxo. Roxo era o alargador dele (é, ele alargou a orelha). Na quarta eu fiquei feliz com o Sérgio. Ele me disse que lia o meu blog, e ficava feliz quando eu falava dele. Aí ele disse que ia vir aqui na sexta (hoje) com a calça skinny pra mim ver. Esse Sérgio filho da mãe tá me tentando... ele tá muito lindo com aquele cabelo sem cortar (pára de se gabar, menino). Só sei que ele me arrastou pra estação do metrô com ele, porque ele ia encontrar o Rafael (o amigo tecnicamente lindo, sarado e atraente; segundo ele. Tecnicamente porque eu não acho tanto assim, ele nem faz meu tipo). Aí eu encontrei com o Gui. Porra, a quanto tempo eu não via o Gui, fiquei feliz de ter visto ele e o cabelo legal dele. Enquanto eu tava destraída falando pro Gui a saudade que eu tinha dele, o Sérgio saiu andando da estação e me largou lá. Cacete, ele devia me levar em casa! u_u Quando eu larguei o Gui e sái correndo atrás do Sérgio, eu ia pro lado da passarela eu vi a Jéssica, que gritou assim: "É, Ceres. Corre atrás desse feio, corre!" E mesmo assim eu não parei de correr. Aí o Sérgio grita: "Ela vai correr mesmo, porque ela me ama!" Quando ele disse isso, eu já tava do lado dele: "Eu já te superei, meu bem!." "Superou não!" "Superei sim, tá!?"
E a gente discutiu até ele dizer assim: "Aquela ali é a Fernanda!?" "É a Fernanda sim; OI NANDA!" Quando ela virou e eu fui cumprimentar ela, o Sérgio sumiu de novo. Ele disse que tava com pressa, argh. De repente aparece a Anna (não é a Ana, é a Anna, tem uma grande diferença), a amiga da Anna que eu não lembro o nome, a Jéssica (ela apareceu do nada de novo), e a Sarah (não a da minha escola, a vizinha). Tudo junto, na porta da casa da Fernanda, na esquina da minha rua. Foi uma confusão, a Anna perguntou do Sérgio que já tinha perguntado dela umas três vezes mas não conseguiu encontrar com ela, falamos de truco, de meia calça , de aparelho, já que eu não conseguia falar com o meu, e porra, a gente falou demais. Claaro, só juntou mulher! Quando eu penso que não, o Luiz Fernando aparece! E disse que tava com saudade, e me abraçou. Foi só eu tbm, ai a Jéssica e a Sarah morreram de ciúme, HA! Aí as meninas foram embora, eu vim pra casa o céu tava lindo, e o meu MSN tava aberto. A Sarah (a da minha sala) tinha conversado com a Ana (a Ana do "n" só) e... ah! A Ana disse que não era só porque que a gente (a gente que eu digo somos eu e a Ana) tinha voltado a conversar é que tudo ia voltar como era antes. A Ana do "n" só me iludiu. Eu não devia tá falando isso aqui, mas eu dei uma crise de choro. Aí depois eu fui dormir. E o que eu sonhei não vem ao caso agora. Nem o que eu sonhei anteotem, foi estranho. Vou fazer um post de sonhos depois.

Eu falo demais, obrigada por conseguir ler (:

27/08/2009

Com duas sensações tão extremas, não sei o que sentir.

A bipolaridade não é minha.
A bipolaridade não é de ninguém.
A bipolaridade é da situação.

Eu ainda quero uma morte temporária.
Meu coração ainda quer que eu não acredite.
Eu vou arrancar, de novo, aquela foto do guarda-roupa.
Tenho um certo medo de quinta-feira, isso já faz um tempo.

Não posso dizer tudo, tenho medo do que possa acontecer.
Eu apenas não consigo acreditar.
Só chorar.

Com duas sensações tão extremas, não sei o que sentir.
Por que sempre a dor é mais forte?
Cara, o que eu faço?

Por que o carro do meu pai estragou !?
Quando mais eu preciso de você aqui...
Não me acha ridícula por chorar à toa...

26/08/2009

e a bipolaridade me persegue.

Por um lado... perfeito, simplesmente.
Ele pára pra prestar atenção no jeito no qual eu pisco os olhos. Me fala coisas que eu nunca ouvi ninguém dizer pra mim. Eu me contento em somente ouvir o coração dele, sentir a respiração. O olhar dele faz cócegas na minha pele. Na maioria das vezes, eu penso que ele foi feito pra mim.

Por outro... horrível, simplesmente.
Eu preferia que nada disso tivesse nem começado. Nunca pensei que você ia conseguir fazer com que eu me sentisse assim, nunca. Minha vontade é chorar, mas como o motivo é você, eu prefiro esconder. Eu não ligo pra nada, agora. Só vou tentar esquecer, de novo. Sei que você não medirá esforços pra me fazer sentir mal. Não quero esclarecimentos, pois fui o mais sincera que pude, sempre. Eu reconheci meu erro, pedi perdão, reconciliação. Pena se você não pode fazer o mesmo por mim. Pena que a recíproca não é verdadeira. Isso se é que a recíproca existe.

25/08/2009



Odeio indecisão. Nem minha, nem de ninguém.
Eu já comecei a digitar esse post umas três vezes, e não tá dando muito certo.

Primeiro eu queria falar o all star amarelo de cano médio, que eu procuro à meses, desde que eu tive uma "ilusão", uma "cisma" com isso.
Aí eu descobri que só existe na linha infantil, tipo do número 18 ao 32. Eu não calço ente 18 e 32, então eu posso comprar um branco e pintar, mas minha mãe disse que não é a mesma coisa.

Eu também descobri que eu tenho uma queda pelo Eduardo Moscovis.
Isso não ajuda em muita coisa na minha vida, mas eu estou vendo Alma Gêmea por causa dele, e via Senhora do Destino também por causa dele. Vale a Pena Ver de Novo tem alimentado muito minha tara por ele.
O Beto está ficando um idiota, que coisa. Tá me ligando pra fazer umas brincadeiras idiotas igual menino de 7 anos. Deve ser fase, passa. Ou então já que a fase de "conquistar" já passou, ele não precisa de ser "perfeito" mais. Que coisa, minha cabeça tá uma bagunça.
E assim eu termino meu PIOR post.

23/08/2009

vinte e três de agosto de dois mil e nove ♥

Ceres: Alô?
Beto : Oi. (houve certa animação na voz dele)
Ceres: Sabe quem tá falando?
Beto : Claaaaro que eu sei.
Ceres: Aaaaah, que gracinha,ele reconhece minha voz *-*
Beto : É.
Ceres: O que foi?
Beto : É que eu tou jantando.
Ceres: Ah, então tá bom, depois te ligo.
Beto : NÃÃÃO, já parei.
Ceres: Tá, né.
Beto : (...)
Ceres: Ai, que saudade de você, não vou aguentar mais uma semana.
Beto : É mesmo, custa a passar.
Ceres: Eu vou morrer, Deus.
Beto : (risos)Para, sua boba.
Ceres: Tá bom, tá bom.
Beto : Pois é, já seu irmão tem voz de mulher no telefone.
Ceres: Nãao, claro que não, tá doido?
Beto : Tem sim, claro que tem ._.
Ceres: Eu não acho.
Beto : Eu acho.
Ceres: Caramba, você me ligou pra discutir isso??
Beto : Não.
Ceres: (...)
Beto : Você não está esquecendo de nada não, mocinha?
Ceres: Haan, acho que não.
Beto : NÃO ACREDITO! VOCÊ ESQUECEU! D:
Ceres: Puta merda, esqueci do que?
Beto : A gente faz um mês hoje, Ceres. (a voz dele perdeu o tom)
Ceres: Meu Deus do céu, que dia é hoje?
Beto : 23
Ceres: Tá vendo? Aaah, desculpa, desculpa, desculpa. Esqueci até que dia é hoje, tá vendo?
Beto : Tudo bem.
(Ceres burra, se a gente tá fazendo um mês, claro que hoje é dia 23, deer. A gente tinha discutido outro dia se era 23 ou 24.)
Ceres: Ah Roberto (eu não chamo ele de Beto, por incrível que pareça), que vergonha, meu.
Beto : Calma, tá tudo bem.
Ceres: Noossa, um mês é muito *-*
Beto : Eu crente que você ia falar que um mês é pouco... você vem e fala que é muito!?
Ceres: Nãão, Roberto, eu não falei nesse sentido.
Beto : Tudo bem, tudo bem, Ceres.
Ceres: Só tô dando mancada hoje, meu Deus.
Beto : Ceres, amanhã eu te ligo no mesmo horário mais ou menos.
Ceres: Tá bom ^-^ beijos.
Beto : Tchau.
Ceres: Te amo, tá?
Beto : Mentira, mas eu também te amo.
Ceres: Como assim mentira, moço!? Tá duvidando de mim agora,é?
Beto : Eu não tô duvidando de você, como assim? (a voz dele era de indignado)
Ceres: Claro, tá falando que é mentira.
Beto : Desculpa, é que é difícil de acreditar, sério.
Ceres: *---* onw
Beto : Eu tenho que ir, tá bom?
Ceres: Tá bom D:
Beto : Te amo, te amo, te amo.
Ceres: Eu também te amo, meu lindo.
Beto : Mentira !
Ceres: Desliga logo, bocó!
Beto : Tá bom ... beijo.
Ceres: Beijo.
(E eu ainda não me contentei em desligar o telefone e não repetir que amava ele. Uma vozinha me gritava: CONVICÇÃO, CONVICÇÃO!)

21/08/2009

meu céu de todo dia.

É impressionante a quedinha que eu tenho por céu. Pode tá nublado, azulzinho, roxo, rosa, laranja (tipo agora)... que eu continuo achando lindo. Eu e a Ana, sempre que a gente ia no cinema, ficava de olho pra ver se não aparecia um céu que ocupasse a tela inteira. A gente inventou isso quando fomos ver 'Divã'. E não é que de cinco em cinco minutos aparecia um céu?

Mas creio que isso não é o que vocês querem ler. Tenho que dar satisfações sobre minha vontade de morte temporária. Pois então. Eu estava pensando que já era passado de alguém. Cara, isso dói, sabia? Eu ainda não tinha citado que fazia uns 2 meses que eu não conversava com a Ana. Mesmo assim eu avisei que vocês iriam ler muito sobre ela. Mas o fato que é que eu não aguentava mais ver ela passar do meu lado e não parar pra me apertar, me chamar de cebeçuda e conversar comigo, quando eu não estava nas fotos felizes dela... Cara, de melhor amiga pra 'mera conhecida'... é bem complicado. E dá vontade de morrer, ai Deus.

Agora o céu se encontra cinza, com nuvens rasgadas e, bem embaixo, ainda laranja.

Mas aí a gente conversou. Eu vi que o que eu sentia ela sentia também. E me deu vontade de ficar viva, de novo. Pelo menos pra ver o que acontecia.
Não voltou tudo ao normal, mas o suficiente pra me deixar feliz de novo.

O Beto tá doente, emagreceu uns seis quilos, segundo ele, e tá com saudade de mim, isso é sério, ela precisa de mim lá pra melhorar, urgente. HAHAHA.
Aii, tô com saudade dele também. Muita saudade. É... convicção é o que não em falta.

18/08/2009

NUNCA pensei que algum dia eu ia dizer isso. Mas eu estou com uma vontade enorme de ir embora daqui. Parece que eu não significo mais nada pra ninguém.
Eu não quis dizer ir embora de BH pra ir pra Sete Lagoas, não é isso.
Eu estou falando de ir embora, para longe daqui, fora do alcance das mãos e dos olhos de todo mundo. Uma morte temporária seria perfeito.

16/08/2009

amor, amor, amor !

Era sábado. No caso, ontem de manhã. Eu já sabia!
Pé na estrada, SETE LAGOAS!
Nem comer eu consegui. Se bem que o aparelho que tinham enfiado pela minha boca afora na quinta não tava ajudando muito; mas mesmo assim me contentei com meu cafézinho de sempre.
Eu estava MUITO nervosa, muito muito mesmo. Eu... eu ainda não tinha convicção de nada em relação ao Beto, e eu tava quase arrancando os cabelos de nervozismo.
No carro eu pouco falava (coisa rara de se acontecer, eu falo pra bosta).
E quando eu cheguei lá, a primeira coisa que eu fiz foi descer do carro e falar com a minha mãe: "Eu vou pra casa do Roberto, tá bom?" e sair descendo a rua, com os punhos fechados, meio com o corpo duro, o coração desparado... não foi uma sensação das boas não, de verdade.
Virando a esquina e descendo mais um pouquinho, eu não vi mais nada a não ser o muro baixinho e o portão pequeno da casa dele. Bati algumas vezes até a mãe dele vir atender: "CEEERES! Fiiia, você já chegou! Entra, entra!"
Ela estava de camisola, lavando o tapete. Descobri que ela tinha uma tatuagem que não consegui identificar (pelo o que parecia ela tinha feito a muito tempo) assim, meio que acima do seio esquerdo. Mas eu saí totalmente do meu raciocínio sobre a tatuagem inesperada quando eu "reparei" que eu tava sentada num sofá azul, na casa do Beto, mas SEM O BETO.
E ela falando: "Não, o Roberto não tá aí, ele tava doido atrás de você, que você não chegava, ele não parava de falar, fia ! Você tinha que ver!"
A única coisa que eu conseguia fazer era sorrir, sorrir, e sorrir. Eu não podia fazer nada enquanto ao aparelho que rasgava minha boca toda vez que eu tentava falar.
Só sei que eu voltei pra casa, depois fui comprar refri com a minha mãe.
Na hora que eu tava voltando... tava lá a criatura, montada na bicicleta.
BICICLETA, ARRGH ! E ainda é igual a do Sérgio D: mas isso não vem ao caso.
Ah... ele veio andando na minha direção assim... ai a gente se abraçou...
Foi nessa hora que eu vi QUANTA SAUDADE eu sentia, o quanto que eu queria ele, o tanto que eu NECESSITAVA dele... e não deu mais vontade de soltar. (Quando eu lembro sobe até uma coisa estranha em mim) e assim, eu ganhei minha convicção de novo.
Ele me disse, que quando ele me ligou pra tirar as satisfações e eu disse que não sabia, e blá blá blá, ele pensou que tudo tinha acabado, e ia ficar com não sei quem aí. Ele tinha marcado com a menina na quinta e não deu, na sexta tbm não deu, ai no sábado, PIMBA ! Eu apareci. Cacete, que sorte a minha, de verdade.
Aí depois, a mãe dele apareceu. Isso já era de noite, e eu tava debaixo do poste que tem no portão de casa, que eu sempre fico abraçada com o Beto *-*, mas ele tava na padaria :3
Pois então, a mãe dele me chamou, e perguntou pra mim pela minha mãe (as duas se amam), e ai a minha mãe falou pra ela entrar. Essa foi a parte mais difícil, porque quando a mãe do Beto entra lá em casa, tava meu pai e a minha mãe conversando. Saca só a apresentação da minha mãe: "Ah, Preto (meu pai não chama Preto, é apelidinho carinhoso), essa daqui é a Elis (que se lê "Élis"), mãe do Roberto". meu pai- "Aaaah, você que é a mãe do namorado da minha filha!*-*" e estica a mão pra ela. GELEI.
Aí eles começam a conversar, e meu pai me manda picar a mula ._.
De repente, o Beto chega, procurando a mãe dele. E foi lá dentro falar pra ela que tinha comprado o pão. Imagina: eu, o Beto, MEU PAI, minha mãe e a mãe do Beto. o_o
Resultado: o Beto pediu pro MEU PAI pra namorar comigo. Meu pai deixou e disse aqueles discursos. Igualzinho nos filmes, IMPRESSIONANTE. Quase chorei.
Ah, eu quero mesmo, de verdade, que a gente dê certo.
FINALMENTE, meu primeiro namorado. E de quebra setelagoano ! *-*

14/08/2009

tudo (?)

Ah, oi.
Meu nome é Ceres, e eu tenho 14 anos. Faço aniversário dia 7 de janeiro, moro em Belo Horizonte e, futuramente, em Sete Lagoas.

Sete Lagoas é uma cidade legal, dá pra ver a Lua o dia inteirinho no céu, e à noite, faz frio. Eu gosto de frio.

Pelo o que eu tenho vivido lá, principalmente ultimamente, tem me feito gostar mais de lá. Só não sei se continuaria nesse ritmo depois de eu me mudar pra lá, no ano que vem.

Tecnicamente, eu tenho um namorado lá, coisa que eu não tenho aqui. Mas eu tenho medo, para ser bem sincera. Tenho medo de não alcançar as expectativas dele. Parece que ele gosta de mim mesmo, e pelo menos por enquanto eu não consigo corresponder à altura.

Aqui em Belo Horizonte, eu não tinha um namorado. Eu tinha um enrolado.
Isso...enrolado. Um ÓTIMO adjetivo para ele. Eu sempre fui apaixonada por ele, pra falar a verdade. E sei, como ninguém, como não ser correspondida dói, e eu tenho medo do Beto ficar triste comigo; de eu fazer a mesma coisa que fizeram comigo.

Quando meu enrolado (vamos chamá-lo assim) vinha aqui para minha casa, e eu o via no portão montado em cima da bicicleta, minha mão ficava gelada, meu coração disparava, e eu ficava com uma cara de lerda incontestável.
Quando ele me beijava...eu ia em outro mundo. Só de ouvir o nome dele vinha uma coisa estranha em mim. E com o Beto é diferente. Tudo o que eu sentia, eu sinto nele. O coração dele fica igual a um tambor quando ele chega perto de mim, e, como um capricho, eu me contento em simplesmente parar pra ouvir os batimentos dele.

Garanto que quando o tal enrolado me perguntava: “Ceres, que você tem?” Apertando a minha mão contra o rosto dele, e eu ficava mais gelada era puro capricho dele também.

Puta que pariu, eu sou tão horrível assim?

Teve uma vez, que eu desejei nunca mais ver o enrolado. Aliás, o nome dele é Sérgio, pronto, eu falei. E na festa da Ana (você ainda vai ler muito sobre ela), ou melhor dizendo, na cozinha da casa da Ana onde rolava a festa da Ana, o Luis (você ainda vai ouvir muito esse nome) me beijou. Foi até um beijo legal, eu admito. Aí, depois desse dia, ele sempre mandava mensagens no meu celular. Teve uma que eu decorei, até. Ela dizia assim: “Não posso negar que penso em ti a todo momento, e, que de certa forma, sinto um estranho calor me invadir só de ouvir seu nome... Se isso que eu estou sentindo é realmente AMOR, quero ficar ao teu lado e sentir isso para sempre.”

Foi assim...uma das coisas mais bonitas que já me disseram. Lindo. Quase chorei.

O Luis sempre dizia que ia vir aqui em casa pedir meu pai pra namorar comigo! Mas nunca veio. Passou outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março... e pra te falar a verdade, meu amigo ou amiga, eu até gostava dele. Mas se eu te contar você não acredita: eu só fui vê-lo outra vez em maio. Outro que não deu certo. Eu tenho quase certeza que por causa dele “Luises” começaram a me perseguir.

Se for olhar por um todo, esse história toda não valeu nada. Ta bom que o Luis é mais velho que eu, sabe falar coisas bonitas, ri das minhas piadas e me liga às vezes. Mas depois de mim ele ficou com duas amigas minhas e namorou com mais uma. É certo que teve até um período de tempo entre eu e as outras, mas... sei lá, não é coisa que se faça com garotinhas indefesas de 14 pra 15 anos. O pior é que eu tinha 13 quando ele me agarrou.

Se eu for contar o motivo da minha queda por “Luises” isso daqui vai ficar chato.

O fato é que finalmente eu arranjei um namorado, e não ta dando muito certo, pelo menos pra mim.

Hoje eu estava com a Fernanda, pensando. Eu ainda tenho MUITO receio em relação ao Beto, é ruim fazer as pessoas como um capricho pra você, pra aumentar sua auto-estima. Não é só porque ele me chama de linda toda hora, e vive falando “Que me ama do jeito que eu sou” é que eu devo me aproveitar do coitado. Eu sei que isso é errado.

Ele me ligou faz exatamente 37 minutos. Ele me perguntou se estávamos realmente namorando, o que é que estava acontecendo. Eu fiquei com medo, receio. Geralmente pessoas não me ligam pra tirar satisfações. O que eu pude dizer foi que, eu não sabia, que eu tinha dúvidas. Cara, já chega o que estava fazendo com ele, eu não podia deixar de ser sincera.

Antes de ir embora, quando eu estava com ele, ainda, eu fui o mais sincera possível e disse pra ele que eu ainda não tinha certeza. Quando eu voltasse ia conversar com ele, ia tomar minha decisão.

Já vou voltar esse final de semana, e na maioria do tempo que tive pra pensar achei que estava convicta. Que era ELE mesmo que eu queria. Mas agora...me falta convicção. Eu a perdi. E que pena. Eu queria ser o suficiente pro Beto.

02/08/2009

Sinceramente,
não sei como você conseguiu se esquecer de mim tão rápido.
Ando segurando minhas mãos que insistem em querer pegar o telefone e discar seu número.
Quero que você faça parte da minha vida novamente.
Sinceramente ...
eu morro de saudades suas.
Só tenho pensado numa forma de te ter perto de mim novamente.
Temos pouco tempo antes que minha teoria se concretize, que eu vá embora, e que nossas chances fiquem escassas.
Eu tenho medo do seu orgulho.
Tenho medo de receber um não como resposta.
Indepedente do que aconteça, quero lembrar-te: ainda te amo.
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