04/07/2011

Música das Dez


Minha vontade era que isso fosse uma música.
Não passei de sol, e chegando lá tive quase certeza de que não conseguiria.

E quando as minhas mãos não trêmulas te puxarem pela nuca,
o unico desejo de minha boca é o poder da sua.

Engolia à seco o remédio das dez horas,
tocando violão sem corda,
acalmando o coração que sem você chora.

Minha poesia de dia sete não tem ritmo,
a não ser o cardíaco.

Fico lembrando do seu sorriso,
que em rascunho,
decifro e descrevo em verso sujo.

Vontade de ter você aqui comigo
debaixo do edredom vermelho e vazio;
sem refrão.

O sono das dez e meia chega,
o ritmo - que não existia - se extingue.

E só.
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