07/07/2012

Juventude revolucionária: os Anos Dourados e o Rockabilly


Como eu havia dito no final do meu último post, eu passei dias (cerca de duas semanas, na verdade) pesquisando na internet sobre os jovens de cada década a partir dos anos 50 até os dias atuais e o que eles tinham de mais interessante e influente sobre a sociedade atual. Escolhi começar por essa época porque creio que foi a partir dela que a juventude foi ficando cada vez mais "chamativa", digamos assim. Afinal, a tecnologia estava avançando cada vez mais rápido, e com o fim das duas guerras mundiais o mundo inteiro passava por um intenso processo de mudanças, enquanto a globalização finalmente se tornava cada vez mais presente. Anyway, vamos começar então com a nossa linha do tempo, para que vocês possam compreender melhor o que estou querendo dizer.



A Segunda Guerra Mundial termina e os Estados Unidos é então a maior potência do mundo, buscando convencer todos a aderirem a seus ideais capitalistas. Após tantos anos de guerras, a sociedade começa então com uma necessidade de voltar-se para si, objetivando e procurando acostumar-se com uma vida de conforto. Há um grande crescimento na indústria capitalista e surgem uma série de aparelhos domésticos (televisão, por exemplo), enquanto a moda se torna mais acessível. É uma década, na minha opinião, de cansaço pós-guerra, no qual a sociedade busca apenas o máximo de conforto possível.




(Marilyn Monroe nas duas fotos acima e Brigitte Bardot abaixo)


As principais inspirações femininas dos Anos Dourados são então as divas Brigitte Bardot e principalmente Marilyn Monroe, as eternas e sensuais musas loiras do cinema. A indústria da moda começa a funcionar a todo vapor, valorizando e glamourizando como nunca a beleza feminina. Via-se para todo lado vestidos amarrados na cintura e pequenas luvas. É dessa época a forte imagem que costumamos ter em mente de mulheres elegantes vestidas com cores alegres e assando tortas esperando seus maridos chegarem em casa.



Era um tempo de relativa prosperidade e no qual surgiu muitos estereótipos contra os quais lutamos até hoje. Os clássicos Disney, por exemplo, que retratam princesas elegantes resgatadas por príncipes encantados, foram lançados grande parte nessa época. Foi um período, na minha opinião, em que após tempos muito conturbados, finalmente a sociedade se via em uma paz praticamente de sonho; era quase uma necessidade produzir e consumir o máximo possível de tecnologia e arte, de valorizar a beleza após quase meio século de devastações e conflitos e angústias. Alguém aqui já notou que os rostos nos retratos dos anos 50 nunca estão insatisfeitos e são sempre sorridentes?




Uma prova disso é o “baby boomer”, ou seja, grande explosão de bebês que houve por todo o mundo: afinal, os homens haviam voltado há pouco da guerra e, após eles e suas esposas se recuperarem do trauma, não queriam outra coisa senão construir uma família e serem felizes.


(Elvis Presley, que apesar de eu não tê-lo citado no post, todos nós sabemos que ele é considerado o pai do rock'n'roll; deixei a presença dele então nas fotos)


Nesse meio nasce então o Rock, gênero de música influenciado por country, blues, R&B, músicas africanas, etc. Sua principal vertente da época era então o Rockabilly (tendo ganhado esse nome por ser uma mistura desse novo gênero com o hillbilly (nome pelo qual chamavam a música country na época)). Lá pela mesma época é lançado ainda o filme Rebel without a cause (Juventude Transviada) que, como o próprio título já diz, lança o estereótipo do “rebelde sem causa”. Os garotos adquiriram então ao visual da camiseta branca com jaqueta de couro, jeans e topete.




(James Dean *suspiros*, um dos principais atores da época e que protagonizou Juventude Transviada)

Inicia-se então todo um estilo baseado em um gênero musical que atualmente ninguém sabe dizer com exatidão de onde surgiu. O Rock começou a ser gerado no final dos anos 40 e início dos anos 50 e, talvez até acidentalmente, misturou-se com todo o movimento pós-guerra e acabou sendo, ao lado do pop, o gênero mais marcante no estilo de vida dos jovens desde então.  Gênero musical causando polêmica desde sempre, prova disso é o então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, que chegou inclusive a proibir os bailes de tocar o tal do rock and roll.

(Ritchie Valens)

Deixo vocês então com duas músicas que eu adoro: uma do Bill Haley e outra do Ritchie Valens, sendo que a última você provavelmente reconhecerá como sendo a música que o Zé Colmeia (sim, o do desenho <3) canta em vários episódios.




Ps- e para quem estiver interessado ou quiser rir um pouco ou estiver simplesmente entediado, recomendo também o vídeo abaixo apenas de comerciais dos anos 50. Vi na televisão uma vez e fui pesquisar, fiquei impressionado com o quão antigas são algumas marcas bastante comuns no nosso dia-a-dia, e alguns dos comerciais são muitíssimos engraçados na minha opinião (em especial o da musiquinha "Toddy é gostoso quando fica econômico").


2 comentários:

  1. Adoro o Vintage!!! mt mt bom!

    Me faça uma visitinha tbm...

    http://calcinhasexy.blogspot.com.br/

    Inté :*

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  2. Sim, coisas vintage são fascinantes!

    E adorei o seu blog :3

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