25/02/2013

Vale o click: A Beautiful Mess

Essas são a Emma e a Elsie (:
Estava passeando pela blogosfera quando me deparei com esse blog gringo, que é o mais fofo que eu já vi. Ele fala de tudo que a gente adora: D.I.Y. (tem aos montes), receitas, decoração, beleza, fotografia... É daqueles que a gente perde horas lendo, mesmo que seja todo em inglês. 

É extramente organizado, você encontra tudo o que quer sem dificuldade alguma. Vocês vão se apaixonar pelos tutoriais, que são bem elaborados e lindos! Vai descobrir, de uma vez por todas a artesã que há em você!

Quem criou do blog é a Elsie, e desde 2010 a Emma também contribui. Elas têm o intuito de inspirar a vida das leitoras em todos os aspectos, para que ela seja mais doce. Além disso tudo, elas estão com o projeto de seu primeiro livro. :) Diante da proposta que elas têm com blog, posso dizer que dão conta do recado!


Então, para você ter uma vida mais linda, colorida e doce, é só clicar www.abeautifulmess.com


História em Quadrinhos sobre Reencarnação

Não importa sua religião, você provavelmente deve ter ouvido falar em reencarnação pelo menos uma vez na vida, não é? Pensando nisso, recebi uma dica de uma amiga esses dias e resolvi compartilhar com vocês. É uma história da Turma da Mônica, que explica o por quê de a Magali comer tanto. Eu achei a história simples e tocante. Por acreditar em reencarnação, gostei muito por tratar do assunto de forma direta e de fácil entendimento.

Para ler a história completa, acesse o site http://www.monica.com.br/comics/reencarnacao/. Lá vocês também encontrarão muitas outras histórias da Turma (que aliás, eu adoro). Muito bom poder ler nossas histórias favoritas online, não é?

Bom, e você? Também acredita em reencarnação? Acha que o é dito na história pode mesmo acontecer? É mesmo confortante pensar que realmente pode existir amor eterno, não é?

24/02/2013

Filme: O Lado Bom da Vida


Uma coisa que eu adoro é ir ao cinema, e esse foi o último filme que vi. Na verdade, foi por falta de opção. Eu e o Matheus tínhamos combinado de ir ver "Os Miseráveis", mas no único cinema daqui da cidade não tinha. Optamos por "O Lado Bom da Vida", e já digo que antemão que não nos arrependemos.

Bom, o filme é baseado em um livro de mesmo nome. Trata da vida de Pat Solatano, que fica internado por oito meses depois de pegar sua mulher o traindo. É diagnosticado com transtorno bipolar, e além de perder a mulher, perde o emprego e grande parte de sua convivência social. Quando recebe alta, volta a morar com os pais, e os conflitos ainda são pertinentes.

Ele tem o desejo de reconstruir a vida e voltar com a esposa. Quando conhece Tiffany, ela se oferece a ajudá-lo; mas só o fará se ele retribuir o favor.

Nessa troca de favores, Pat se surpreende do que é capaz de fazer, e sentir.




Valeu muito a pena assistir. Me fez refletir sobre minhas potencialidades e forma como deverei fazer minhas escolhas. Sem falar que a atriz que faz a Tiffany, Jennifer Lawrence ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação no filme.

E você? Se assistiu, o que achou?

23/02/2013

Sobre ser você


Se tem uma coisa que sempre me incomodou - desde pequena -, é que sempre houve uma certa regra sobre como os negros deviam se portar. Na época da minha mãe já era normal que as mulheres negras alisassem o cabelo. Tudo estaria bem se, no fundo não fosse apenas para que fossem aceitas na sociedade. Um exemplo muito bom  para ver isso é na série "Todo mundo odeia o Chris", que todo mundo conhece. Se você já assistiu, já reparou no pente quente que a Rochelle e a Tonya usavam? Na vergonha de sair com rolinho na rua? Na peruca depois de anos usando química forte no cabelo para mantê-los no lugar? Então, é por aí mesmo.

Eu já contei isso aqui no blog, mas, aos 5 anos minha mãe alisou meu cabelo. E sabem por quê? Eu não gostava dos cachos. Com 5 anos, eu já não gostava de ser negra. Ficava horas no salão, para sair com o cabelo liso, na altura da cintura. Dessa maneira, eu me sentia melhor e, sim, mais aceita no meu meio. Todas as minhas amigas na época, por ironia, tinham cabelos lisos ou ondulados e eu queria ter o cabelo assim também. Me sentia diferente e excluída pelos demais; mas apesar de tudo construí boas amizades que de certa forma tenho comigo até hoje.

Quando eu já estava maior, com uns 10 anos, as piadinhas sobre minha cor não cessaram. Além disso, meus problemas com o peso se agravaram. Mais tarde, havia um garoto na minha escola que eu insistia em dizer que me casaria com ele, por causa dos cabelos extremamente lisos que tinha. E foi assim, por anos a fio. Durante esses, com ajuda da minha família e de uns poucos (e maravilhosos) amigos, fui conseguindo me aceitar melhor. Depois que me mudei pra Sete Lagoas, consegui emagrecer. Continuei tendo problemas com meu cabelo (cheguei a cortar várias vezes), mas nada que com um pouquinho de força de vontade eu não conseguisse resolver. Afinal de contas, é só cabelo.

O problema todo é o seguinte (e você, que também já passou por isso, vai entender): a vida toda, para sermos aceitas, alisamos o cabelo. Tudo porque "é mais fácil", "Não precisa ficar molhando", "É mais bonito". E o que acontece? Cabelo afro tá na moda! Com isso, a cobrança passa a ser outra. Somos cobradas a nos aceitar. A aceitar nosso cabelo sarará. Será que é tão fácil assim? Não é só esperar crescer.

O jeito é ser como quiser. Como achamos melhor. Nós nunca vamos ser suficientes pra todo mundo, então que tal sermos para nós mesmos? É mais gostoso. 

Uma vez uma amiga me disse (nunca mais a vi, inclusive) que para as pessoas gostarem você, é necessário que se goste primeiro. As pessoas te enxergam como você quer que elas enxerguem. Então se ame primeiro, se goste primeiro, se respeite... o resto vem fácil. Que o namorado dos seus sonhos vai chegar, que o melhor emprego na sua área vai chegar... o sucesso vai chegar porque, simplesmente você o construiu dentro de si primeiro. 

Creio que o caminho seja esse. Independente do seu cabelo, da sua pele, do seu corpo. Mas dependente de você.

22/02/2013

Das Coisas Entre Eu e Você




-Ei, ei ,  acorda! Vem ver...

Com os cabelos ainda meio engranhados pelo lençol, com o jeito doce, você veio me acordando.
Ainda era cedo e depois de algum tempo juntos, achava que tinha deixado nítida a ideia do meu certo ódio por me acordarem cedo. Mas naquele dia não lhe tirei o motivo, o brilho que entrava pela janela, iluminava todo o nosso quarto, lá fora as árvores rústicas, continuavam simples mas de uma forma mais bela...

Não conseguia entender como os outros consideravam normal algo tão belo, e eu, adorava a forma com que nós dois percebíamos essas coisas singelas como um dia bonito que nascia, ou uma noite com uma lua gigantesca se destacando naquele céu imenso.

-Não é lindo?!

E você me colocava em seus braços enquanto estávamos a observar aquela manhãzinha ainda fria, que o Sol começara a aquecer...

Playlist: Amizade


Todo mundo sabe que eu me mudei de BH pra Sete Lagoas - já vão fazer 4 anos! - e hoje, mais do que nos outros dias, a saudade dos amigos que estão longe bateu. Nada melhor pruma sexta cheia de nostalgia do que uma playlist bem gostosa de ouvir! Olha, as músicas podem parecer não fazer muito sentido, mas são elas que lembram os meus amigos!

E os seu? Estão por perto? 












Essas músicas, de certa forma, traduzem vários anos da minha vida. Me confortam de formas diferentes, únicas. Algumas pessoas, quando ouvirem, vão lembrar de muita coisa boa! 

E de qualquer forma, espero as visitas aqui na cidade dos lagos encantados.

21/02/2013

Uma poeira disfarçada de palavras



Peço que me desculpem se por trás das palavras nada mais sou. Nunca excluí a possibilidade de não ser muito mais do que uma sensibilidade extremamente aguçada. Capacidade de sentir, e sentir em demasia. Nada mais que isso.

Pois os que apenas sentem pouca utilidade têm para a sociedade. Inocência excessiva perambulando por aí fingindo entender de alguma coisa. Conhecimento treinado mas nada mais saber além de absorver. Absorver tristezas e felicidades, bondade e maldade. Uma ilha de contradições que, por trás de si, nada mais é além de si mesma. Um si insignificante. Sem talento comercial, sem talento social. Um aprender linguístico para apenas reproduzir o pouco em que se pensa. Um mero treinamento.

Mas de experiências vive minha inocência. Tantas ruas desviadas e afinal é isso o que a torna quem é. Tantos desvios que afinal ela acaba perdida. Uma inocência perdida na multidão, como se tivesse acabado de retornar a consciência e não saber como fora parar ali. Inocência em ponto alto o suficiente de forma a ser ingenuidade. Ingenuidade por pensar que se é alguma coisa.

E eu sou isso: palavras lidas, experiências passadas. Com utilidade posterior ou não, a mesma só será descoberta no momento de sua utilização. Que miserável ser um homem conhecedor de tantas coisas e nem ao menos saber a função de cada conhecimento! Porque afinal todo conhecimento é inútil. Na melhor das hipóteses, continuamos sendo nada mais que uma poeira cósmica.

20/02/2013

Gente grande

Você era uma criança com os ideais não muito diferentes de qualquer outra. A seriedade adulta era algo que devia ser respeitado e até mesmo admirado, “porque gente grande sabe das coisas”. Achava que para namorar como gente grande era preciso um amor profundo, mesmo que você não compreendesse que tipo de amor que envolvia o casal. Achava que seus pais viveriam juntos para sempre e que eles eram torres concretas de proteção, por mais que às vezes vocês não concordassem com as mesmas coisas.
                         
O tempo fora passando e você se esquecera de desejar ser gente grande, ao passo que ia descobrindo que para ser grande antes é preciso sofrer. Sofrer como gente, despencar como gente, errar e aprender como gente. Pelejando como gente. E, quando se esquecera até mesmo do que era ser gente, descobriu que se tornara gente grande. Seu jeito já não é mais o mesmo, seu sorriso não é mais o mesmo, seu olhar já não é mais o mesmo e nem ao menos sua ingenuidade e pureza permaneceram intocáveis. Tudo se modificara, e você por fim entendeu o que é crescer. Se tornara uma pessoa mais séria, mais responsável, mais equilibrada, mais desconfiada.

Aos poucos teve que descobrir que nem tudo é como você imaginava e que para tudo seriam preciso escolhas e riscos. Descobrir que talvez seus patronos sejam tão frágeis quanto você e que a tal proteção da qual você fugira para se realizar como gente talvez fosse o modo deles de expressarem que não queriam que você se machucasse, descobrir que morder a maçã talvez não seja tão confiável – por mais que geralmente não se tenha escolha. Descobrir que as coisas não costumam ser tão estáveis como você idealizava, e que de repente até mesmo nós nos encontramos presos em relações frias, com base em uma série de segredos, mentiras e uma apatia psicótica , um tanto mais complexa do que deveria ser a princípio.


Fotos: Matheus, Madonna e bolo

Como na pesquisa  que estamos fazendo aqui no blog vocês disseram que gostam de ver fotos e textos pessoais, resolvi juntar os dois e preparar esse post pra vocês. Nunca fiz um assim, mas com o tempo, se gostarem, farei mais desse tipo.

Ontem eu estava à toa e resolvi fazer pro um bolo pro meu namorado (coisa que eu tava devendo há um tempão). Enquanto eu preparava as coisas ele começou a fotografar, e foi bem divertido! Aproveitei a ocasião pra inaugurar um dos presentes mais fofos que eu ganhei de aniversário: uma caneca da Madonna! (obrigada, Rúbia ♥)

Bom, espero que gostem das fotos, e da receita também!
O bolo depois de pronto (e já quase pela metade!)
Reparem na etiqueta que eu esqueci de tirar! haha :x
O lindão do Matheus! Já entraram no blog dele? (http://www.guerranopapel.com/)
Eu bem glamourosa combinando com a Madonna, bjs.
A receita, pra quem quiser fazer! Vai combinar demais com uma cobertura, hein? Já quero fazer de novo!
Tenho que agradecer e dar os créditos - de novo - pro Matheus que sempre é uma companhia incrível, inclusive na hora de tirar fotos! Em falar nisso, foi ele quem me fotografou no meu primeiro (e único) look, e eu amei o resultado. Se ainda não viu, clique aqui.

Então é isso! Me avisem se fizerem o bolo, viu? Eu recomendo! 

Pesquisa com os leitores

De uns tempos pra cá eu senti a necessidade de conhecer melhor os leitores do blog para que eu possa, de certa forma, atendê-los melhor. Quero deixar o blog mais gostoso de visitar, de ler... Afinal de contas, ele também é para vocês! Além disso, com a pesquisa, quero firmar melhor o conteúdo e em consequência disso, postar mais vezes ao dia se for necessário.

Enfim, preciso da ajuda de vocês respondendo a pesquisa e dando pitaco mesmo! É muito importante para mim e para o blog. 

Posso contar com vocês? É rapidinho!

17/02/2013

Relacionar-se no Século 21

No final da noite continuo apertando a tecla F5 e esperando suas atualizações aparecerem na minha home enquanto deixo meu status offline. Fico assim, sozinha e descarada te stalkeando, observando suas marcações de fotos com amigos, seus posts e quem anda te curtindo.
Não te ligo, não vou te ver, só tenho coragem de permanecer aqui sentada de frente pro meu computador esperando alguma atualização no seu perfil e tirando conclusões precipitadas sobre seu cotidiano de acordo com as informações que você compartilha em sua linha do tempo. O máximo que posso fazer para te mostrar que estou mal é compartilhar frases do Caio F. Abreu ou de qualquer outra página de frases sentimentais.
Queria diminuir esse vazio que fica quando estamos online, ter coragem de abrir o seu chat e digitar como me sinto, pois esse é o maior ato de coragem que alguém pode fazer hoje em dia. 
Acabaram-se as visitas surpresas, o contato físico quase completamente substituído pelo virtual, não existem mais telefonemas e olhos nos olhos... o único amor reconhecido é aquele que muda seu status para em um relacionamento sério, que posta foto de casal, que é público.
Bem-vindo aos grandiosos relacionamentos do século 21.

16/02/2013

Leia Discworld!


Numa tarde qualquer da minha infância eu estava bisbilhotando a banca de jornal que havia em frente onde minha mãe trabalhava até então e encontrei uma revista sobre Harry Potter. Era a edição nº 2, enchi o saco da minha mãe e ela finalmente comprou pra mim. Havia várias coisas sobre o próximo filme da série que viria a ser lançado (O Cálice de Fogo) e coisas gerais sobre o mundo da fantasia, culturalmente falando. Era uma revista maravilhosa que falava desde Xuxa e os duendes ao caso das fadas de Cottingley. Como todas as coisas excepcionalmente maravilhosas, nunca mais encontrei outra edição dessa revista -- mas acho que ainda a tenho em algum lugar da minha casa, toda recortada mas tenho.

Uma das matérias falava sobre o lançamento do próximo livro da série Discworld, cujo volume se chamava Fausto Eric. Me apaixonei imediatamente pela descrição do livro e pela capa e logo anotei mentalmente de ler essa série antes de morrer. Eu devia ter uns oito anos na época... agora tenho dezesseis e é com muita felicidade que alguns meses atrás encontrei alguns livros da série na biblioteca que comecei a frequentar há algum tempo -- que aliás tem um acervo especial de fantasia, SUPER recomendo. Sim, eu esperei oito anos pra encontrar um livro pra ler. Mas não é qualquer livro. É Discworld.


(capa de "Fausto Eric")

Venho então falar sobre essa série tão fantástica e também particular. Discworld é uma série de 39 livros (não, ela não tem obrigatoriamente uma ordem a ser seguida; pelo menos não como Harry Potter ou Percy Jackson, por exemplo; em Discworld se você pula alguns livros você continua entendendo a história mesmo assim porque cada volume é meio que independente). Como já era de se imaginar, não temos todos traduzidos no Brasil, infelizmente. Aqui há acho que uns dez da série, por aí -- e mesmo estes não são encontrados em qualquer livraria ou em qualquer biblioteca. Mas não custa recomendar, afinal quem sabe assim não aumento o número de leitores da série aqui no Brasil e assim a editora não acaba sendo obrigada a traduzir o resto da série?

Mas falemos agora sobre a história: Discworld se passa em um outro universo, cujo qual tem o formato de um disco. Esse disco fica em cima de quatro elefantes que, por sua vez, ficam em cima de uma tartaruga incomensuavelmente imensa, a Grande A'Tuin, que fica vagando lentamente pelo espaço. Sim, isso significa que em Discworld se você navegar para além do planejado você corre o risco de cair em algum lugar bem estranho do Cosmos. Isso, segundo vi na internet, é inspirado na mitologia hindu, mas como ainda não li nenhum livro confiável sobre a mesma não boto minha mão no fogo quanto a isso como comprovação. Mas isso é o de menos por enquanto.


(eu daqui 50 anos, vulgo Terry Pratchett)

O autor de Discworld é Terry Pratchett, um inglês nascido em 1948 que atualmente sofre de Alzheimer e conseguiu o direito de praticar suicídio assistido -- ou seja, quando a doença atingir um grau que faça com que ele apenas sofra e não consiga fazer muita coisa, ele terá o direito de morrer já garantido sem problemas (ou algo bem parecido, sempre tive minhas dúvidas sobre essa questão). Seus livros foram publicados em 27 idiomas e sua narrativa é maravilhosa. Afinal ele escreve fantasia de forma humorística. E não é qualquer humor, já que eu, que não sou muito fã dessa categoria, achei a série hilariante. É um humor inteligentíssimo e muito bem trabalhado, fora o fato de que ele faz -- e muito -- uso de referências escondidas em suas obras, outra coisa que faz com que eu me apaixone pelos livros. Em alguns casos o humor dele é tão sutil que o tradutor dos livros deixa uma nota no rodapé explicando -- ou em outros casos é realmente preciso entender do assunto tratado na obra pra compreender melhor as piadas. Digitei alguns trechos pra uma amiga minha no Facebook e ela disse que a narrativa se parece bastante com a d'O Guia do Mochileiro das Galáxias, que infelizmente não consegui tempo para ler ainda (será que consigo ler todos os clássicos literários antes de morrer?), mas pra quem gosta d'O Guia, eu acredito que taí uma ótima dica.

Houve uma série televisiva sobre Discworld na Grã-Bretanha baseada nos dois primeiros livros. Como não encontrei a mesma legendada, não assisti, mas se alguém se interessar há no youtube (só não sei se inteira).


(capa de "O Senhor da Foice")

Antes de encerrar o post necessito ainda chamar atenção para os temas abordados em Discworld. Sério, procure a sinopse de algum dos livros, vale muito a pena. Em "Direitos iguais, rituais iguais" por exemplo fala sobre uma garota que deve ir à Universidade Invisível (onde se formam os magos) para ser instruída e se tornar maga -- porém não existem magas em Discworld, apenas bruxas. Ao longo do livro é tratado então, com humor, dessa coisa de existirem coisas que a sociedade diz que apenas homens podem fazer sem que haja um motivo concreto para isso. Em "A Magia de Holy Wood" nasce uma nova cidade, literalmente, e toda uma série de coisas estranhas começam a acontecer -- o enorme fluxo migratório direcionado a essa cidade, por exemplo -- e, pra quem sabe um pouquinho sobre a história de Hollywood e/ou do cinema, é interessantissíssimo. São abordadas questões como ilusões, sonhos e a distorção da realidade causada pela mídia. Isso sem falar do meu preferido até agora, "O Senhor da Foice", livro cujo no qual meu personagem preferido -- Morte -- começa a ter crises existenciais e assim desenvolver uma personalidade e, como a Morte não pode ter uma personalidade, ela é demitida e passa a ter um tempo de vida. Não havendo morte, automaticamente começa a crescer o número de mortos-vivos e o mundo em si passa a ter vida em demasia. Esse volume em particular, com todas as reflexões sobre vida e morte, é lindo de morrer, sério. Com ou sem trocadilhos, haha.

Mas então, taí minha dica pra vocês. Procurem por Discworld, leiam e me digam o que acharam. Se não encontrarem, comentem ao menos se acharam interessante, sei lá <3


15/02/2013

Dor cotidiana

Desde que você chegou, as coisas ficaram difíceis, e a opção foi nossa de tornar tudo pior. Quero dizer, talvez tenha sido só minha. Porque sabe, todas as vezes que algo faz com que eu chore por horas a fio, tome banhos demorados, penteie o cabelo com mais afinco e minha fome simplesmente desaparece, a culpa é minha. E só minha. Eu fico assim porque quero, eu não tenho motivos, você me disse isso. Como se, um dia eu acordasse e simplesmente quisesse ficar assim. Quisesse acabar com tudo, te irritar. Só por fazer.

Eu não sei de onde surgem tantos motivos para mim, e muito menos para onde vão os seus. Não sei de onde vem essa culpa que você diz que eu tenho de querer acabar com tudo, de estragar as coisas. Já ouviu eu dizer que não quero isso? Que é por esse motivo que eu ainda venho falar sobre o que eu sinto?

Me disseram uma vez, quando estávamos sós - eu sem você e vice-e-versa -, que eu não devia  rezar e pedir pra Deus um amor que durasse para sempre. Que eu não devia pedir que chegasse um príncipe, mas sim que eu pedisse o que eu mereço. E você voltou. Vai saber se isso é para mim, mas pelo menos quero que seja. Se for, só podia ser um pouco mais fácil. Que eu soubesse lidar com sua imutabilidade, e você, comigo. 

Eu ainda estou aí, com você, porque apesar dessas dores quase que cotidianas, eu quero você ao meu lado. Porque acredito que tudo isso que me tira o sossego é muito menor do que a gente tem junto. Se não, talvez não insistiríamos. Só sei que não devia doer tanto, afinal de contas, creio que seja amor. 

De qualquer forma, só quero te entender. E acabar com essa minha dor. Da forma que for. Só quero ficar feliz. E você?




14/02/2013

Rápido


Tá sufocante, apertado, parece não conseguir
funcionar direito!
Precisa de reparo, reparo rápido.
Ou uma substituição pelo novo, mas que também seja
rápida.

Rápido! Não pense que é influência dos
tempos de hoje. Não, não é. É que vai tomando conta,
o espaço é pequeno e não tenho tempo pra esperar
os resultados.

Rápido! Perder tempo é perder o ar cada vez que
vai se espalhando. Não tenho como impedir,
invade sem pedir licença, sem ver as
contra-indicações.

Rápido. Acredite, o lento e devagar nessa situação
não é o mais adequado, indicado.
A pressa não é inimiga da perfeição, e as coisas
não precisam fluir.

Rápido! Todos já vêem os sintomas, sim eles são
bem aparentes. Não são discretos muito menos ficam
escondidos durante anos. São daqueles que estampam
a face sem nem deixar dúvida.

Rápido! Os outros percebem, mas não querem comentar,
já esperam pelo pior, e por toda consequência
indicada na bula. Rápido, de tudo o que acontece,
sou a que menos consigo agir contra isso. Rápido!
Quanto mais invade menos consigo perceber.
Rápido! Um novo ou um reparo. Rápido!            


13/02/2013

D.I.Y. Marcador de livros em fomato de coração

Vi na internet o tutorial para fazer esse marcador e corri pra fazer (como todos os outros tutoriais que envolvam papel). Como ficou muito lindo e funcional, resolvi compartilhar com vocês. Como não tinha papel colorido eu usei revista, e mesmo o papel sendo mais fino, deu super certo. ;)

E aí, vão tentar fazer também?

12/02/2013

Um conto sobre a solidão


Estava sentado na mesa do bar, só. Levantou-se até o balcão e pediu uma cerveja e dois copos. Voltou, sentou-se e enquanto olhava os carros da rua servia os copos. Brindou (era um individuo supersticioso) e tomou seu primeiro gole. Permaneceu observando os carros, as pessoas atravessando a rua e o lugar a sua frente continuava vazio. Tomou mais um gole e seu copo estava na metade enquanto o outro estava intacto.
Ia se embriagando só.  Quando percebia que alguém entrava no bar seus olhos se enchiam de esperanças e eles logo se esvaziavam, ninguém sentava naquele lugar vazio em frente a ele. Começou a sentir o egoísmo e o preconceito das pessoas ao seu redor e isso começou a deixa-lo cabisbaixo...
Foi sutilmente perdendo a esperança de que alguém entraria naquele bar e se sentaria junto a ele e já se foram alguns copos e vários goles até a cerveja da garrafa acabar, seu copo esvaziar e o outro copo continuava intocado.
“ – Desce mais uma” disse ele. Encheu novamente seu copo e agora tinha chamado a atenção do moço do balcão que notou que ele nem tinha tocado naquele copo cheio. Mas o tal moço do balcão logo foi se ocupar de outras coisas, estava habituado em observar todas aquelas pessoas que ficavam sozinhas naquele bar e uma pessoa sozinha mas com um copo a mais não faria diferença pra ele. A cerveja continuaria sendo vendida.
Com a bebida fazendo efeito em seu organismo vieram lembranças, e em suas goladas foi lembrando-se de como tinha chegado a aquela condição tão triste e sozinha num bar. Analisou suas antigas decisões e por medo de não se entregar totalmente poderia hoje não estar vivendo de tal forma. Se tivesse sido mais sincero também agora saberia onde estavam seus amigos, seus filhos... mas naquele estado de embriaguez que cooperava com essa confusão mental, nem se lembrava mais do rosto de ninguém. Então segurou o choro. Levantou-se e pediu a conta.
No caminho tortuoso de volta a sua casa ele já tinha se esquecido e se lembrado de tantas coisas que se sentia mais tonto ainda. Chegou na portaria do prédio que residia e resolveu subir pelas escadas. Não reconhecia muito bem onde estava mas sabia que morava ali. Deitou-se no sofá e cochilou, sentia que não tinha mais nada a ganhar enquanto estava acordado e não queria mais se lembrar de tudo o que o transformou em quem ele era.
Algumas horas depois se assusta com os ruídos de uma chave abrindo a porta e risadas de crianças. Abriu seus olhos e viu seus netos chegando da creche, e no sorriso deles percebeu que o dia ainda não tinha acabado e que essa foi a unica boa noticia do dia: sempre podemos recomeçar.

11/02/2013

O Patriota


Não sei o que dizer de tal estado em qual me encontro agora. Sinto-me preso em uma sujeira peculiar, desconhecida de toda uma maioria do mundo. É a sujeira da poeira do deserto que gruda em cada milímetro da minha pele e mesmo assim me sinto como se eu não pertencesse a outro estado. Estou sujo e seco, não vejo água há dias. Meus olhos já não mais se machucam com a aspereza dos ventos. Uma guerra vem aí, eles repetem.
           
Ela está no horizonte, eles dizem. Naquele infinito profundo no qual o alaranjado das areias se misturam aos fulgores do sol. O ar brilha radiante, uma névoa deserta cerca meu corpo que chegando ao ponto máximo de rubor aos poucos amorena-se. Meus poros cheiram ao suor do sofrimento, meus joelhos não cedem a nenhuma dor do momento. Se acostumam a cada dia e a cada dia se preparam para a batalha vindoura. Sinto o cheiro dela, eles dizem.
           
O sol jamais me deixa. A doença e a solidão invalidam minha alma lentamente enquanto ela luta para permanecer aqui por mais alguns dias, como se soubesse que é na batalha que devo morrer. Ela não quer me abandonar antes do tempo necessário, por mais que tal atitude me faça sofrer até o fim dos dias. Falta pouco, meu corpo consola a si.
           
Vejo imagens e gravuras de um passado que agora pertencem a outra vida minha. Quantas vidas fizera-se em alguns anos? Quantos fuis e qual sou? Sou aquele que caminha para o desconhecido. Sou o último: sou os pés do apocalipse. Sou o apocalipse individual que irá mostrar-me a mim o que é afinal aquela coisa da qual os poetas tanto falaram e os bíblicos tanto profetizaram. Não há importância o fim do mundo se você não chegará a o ver -- o fim do mundo afinal é quem se é.
           
Presenciei o fim do mundo inúmeras vezes, quase todos os dias, desde as rápidas passagens a hospitais até o mero comprar de um par de meias. As meias iniciariam uma nova história nos pés de um novo viajante, desempenhariam seu papel até um dia serem descartadas. Imagino que triste fim a meia que tem sua vida interrompida por não desgastar-se antes de seu dono... que lástima a meia enterrada viva.
           
Pois contenha-se. Os delírios do deserto já estão começando a dominar-me. Não sabes que uma meia não tem vida? -- mas por que a meia não tem vida? -- ora, não aprendestes isto na escola? Pois já nem me lembro mais o que é uma escola. Não sei mais o que guardei ou deixei de guardar dela ou de qualquer conhecimento que seja. De que me adianta retroceder toda minha vida se afinal ela sempre me levará a este cálido deserto? De que me adianta viver se já sei onde é meu fim?
           
Os verdadeiros guerreiros sempre sabem seu fim e nem por isso deixam de guerrear ou de amar suas famílias. Nunca deixam seu patriotismo -- patriotismo? você acha que realmente todos os soldados lutam pela nação acreditando nas razões pela guerra desta? -- pois o patriotismo não é onde se nasce mas o que se é: o patriota é o experiente que apegado às suas lembranças defende até o último os fragmentos que o tornaram o que se tornou -- mas e os fracassados de corpo, espírito e alma que nada mais sabem fazer a não ser se arrepender? -- não há arrependimento se não houver algo bom anterior ao ato gerador de tal sentimento. O arrependido é patriota das lembranças remotas, o arrependido é o historiador de si.
           
O historiador de si. Em meu diálogo delirante dentro da minha mente acabei por me perder e adormecer. Algumas frases entretanto não me deixaram quando finalmente abri os olhos para o fulgor que jamais me abandonava. Eu compreendia que afinal eu era um patriota, como todas as pessoas -- mas que pátria defendo? a que mim pertenço? que bandeira sou?
           
Sou meus últimos dias, que embaralhando-me em si acabo por descobrir coisas do meu ínfimo. Sou meu apocalipse e por assim o ser compreendo coisas que não me foram permitidas compreender até então. Minha testa ardia febrilmente enquanto eu via os soldados chegando. Em meu primeiro vislumbre dos bárbaros não tive outra reação senão me defender: defender algo que era eu. Meu primeiro olhar sobre o que até então eu não conhecia me fazia entender que eu acompanhava o fim como um defensor. Eu sou um patriota.


10/02/2013

Sem título II

No multiverso das metáforas o sol era radiante
brilhando todos os dias acima d'um mar insignificante.
Nesse mar insípido nada um peixe de águas frias
que todos os dias
os raios do sol contemplava.
Raios dourados que a imensidão azul dourava.
O peixe adorava,
 se jogava no prazer
de nada ver.
Bêbedo de amores e luxúrias, esquecia-se do cardume
o peixe só queria saber daquele lume
que abraçava o mundo lá do cume.
Mas um dia o sol se cansou ao pensar
que ele podia ter todo um universo
e o peixinho todo um mar;
olhou para os lados e viu que há algo além de amar.
Nós sabíamos, ele disse, que logo chegaria essa hora
esse momento difícil que eu teria de ir-me embora
jamais te esquecerei,
peixe-rei,
mas o oeste precisa de dia também.
E foi-se
chorou uma última lágrima a cortar como uma foice
o pranto do peixe-frio virou maremoto
e em cada gota ele afogou-se
ao partir o sol o cobriu com uma bela escuridão
deu um último beijo de boa noite e ainda as estrelas
disse "elas são como eu e te iluminarão também"
mas ao olhar para toda aquela imensidão
o peixe sabia que elas nunca seriam tão belas
pois igual ao sol não haveria mais ninguém.
Ele se apaixonou por cada um daqueles pontinhos distantes
amou todos a cada instante
mas para ele, na verdade
apenas um amor trespassaria em seu coração
o espacinho da eternidade.


Playlist de Carnaval: Músicas Nacionais

Relação dos fatos: Eu sou uma negação pra dançar. Não me sinto confortável em lugares com muitas pessoas juntas. Dificilmente saio pra rua no carnaval. Resumindo: sou uma pamonha. E pamonhas adoram músicas calminhas, pra ouvir com quem se gosta. Principalmente se for em português pra poder cantar tudinho.

Mesmo você não sendo pamonha também, curte aí comigo? Vai ser legal. 











09/02/2013

Inspiração: Carnaval na praia

Você também está morrendo de vontade de ir para a praia nesse Carnaval mas vai ficar na cidade mesmo? Junte-se à nós e vamos aproveitar só por foto.
Ah, mas você vai viajar e voltar com marquinha de biquini? Vamos ver as fotos mesmo assim! ^-^

Nunca fui muito fã de carnaval, aliás, se eu fosse à praia agora morreria, porque estão todas lotadas... Mesmo assim ainda estou morrendo de vontade de voltar (acredita que tem uns 13 anos que não vou?). É o Carnaval que faz isso com a gente.

Bom, nessa brincadeira eu achei (quase que sem querer) essas fotos lindas, que só me deram mais vontade! E com Jason Mraz pra acompanhar! Têm duas coisas que combinam tanto entre si que isso?




Então é isso gente, um ótimo Carnaval para nós.

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