30/06/2013

Cifrado



- Ei morena, vem cá.
- Sim?...
- Me dá seu telefone depois?
- Dou agora.
- Te ligo mais tarde.
- Alô?
- Boa noite!
- Boa noite!
- Bom falar com você... qual é o seu nome mesmo?
- Ceres! Cê é erre é esse.
- Legal, gostei do seu nome.
- Obrigada.
- Te busco aí, tá?
- Tudo bem.
- Nossa, você está linda.
- Obrigada!
- Posso chegar mais perto?
- Claro que pode.
(aqui acontece o primeiro beijo)
(e o segundo)
(o terceiro)
(e um abraço tão apertado que não dá mais vontade de soltar)
- Ei, fui com a sua cara.
- Eu te adorei, morena.
- Fica só comigo?
- Fica só comigo?
- Eu fico!
- Eu também.
(e outro abraço)
- Boa noite linda, quero ficar com você mais um tanto de vezes!
- Boa noite, idem.
- Ei, fica aqui comigo hoje?
- Claro!
- Bom te ver.
- Sempre bom...
- Queria namorar com você, sabia?
- Nossa, preciso responder agora?
- Não... depois falamos sobre isso.
- Tudo bem então...
- Quer vinho?
- Quero.
- Na minha casa ou na sua?
- Na sua.
- Mas nossa, só me encanto com você.
- Ei, quero namorar com você também!
- Então vamos esperar uma semana e...
- Calma! Vamos deixar acontecer, né?
- Sim...
- Ei!
- Ei!
- Vontade de te ver!
- Também!
- Quando vai ser?
- Vem me ver hoje!
- Desculpa não pude ir... amanhã, tá?
- Tá bom.


- Tô trabalhando muito e...
- Tudo bem.





- Ei, quer ficar comigo hoje?...









- Tchau, Cecé.
- Tchau.


29/06/2013

Tão bem...


Era fim de tarde. Ele desceu do carro aqui na porta, e veio na minha direção. Eu o esperava em pé na grade, como de costume. 

- Como você está?  ele disse, colocando a mão direita nos meus cabelos.
- Tão bem! E você? e fui fechando os olhos
- Também, meu bem. 

Mesmo sem abrir os olhos, vi que sorria para mim. Abri os lábios para poder receber seu beijo.

- Tão bem... estou tão bem... 
Eu disse, um pouco embriagada. E dessa vez quem sorriu fui eu.

Senti seus braços me abraçando a cintura, sua mão grande no meio das minhas costas, me friccionando contra seu corpo. Eu podia te sentir inteiro em mim, e subia nas pontas dos pés para poder ocupar seu peito por toda latitude.

- Te amo.
- Tão bem... tão bem.

E te apertei um pouco mais.

28/06/2013

O chão pode debandar


Pintei meu rosto com brados de luta. Não sou mais eu, agora eu sou o povo. Minha opinião que fique em casa, nas próximas horas eu defenderei com unhas e dentes o que a sociedade em geral quer mas teme defender. Brademos, brademos! Não são eles, não sou eu, somos nós. Não é o ontem, não é hoje, é o futuro que ecoa entre essas ruas amedrontadas. O comércio se fecha, os militares acompanham de perto com olhos ferozes. É só uma baderna, poucos minutos de baderna... mas então por que se preocupar? Minha baderna não perturba a paz da classe oprimida, senhor governador, minha baderna é a voz dos pobres. Você virá até mim, senhor governador; você virá até nós, silenciar dos pobres a voz?
            
Afinal tanto fazemos para melhor servir-vos, fazemos uma reverência meio desajeitada para as pessoas que, como vocês, nos observam com olhos de águia lá de cima e, senhor governador, por que nos quer tão longe? Não servimos bem o suficiente? Por que querem nos exterminar? Tudo bem, sabemos que a cidade parece mais bonita quando frequentadas apenas pelos senhores do dinheiro... mas vocês se esqueceram que, quando pisam em nós, nos tornam vosso chão? Como chão, senhor, podemos debandar e derrubar vocês. Não é muito o que estamos pedindo, apenas, por obséquio, se lembrem que vocês são humanos como nós e ainda não possuem asas para voar. Apenas queremos dignidade, embora vocês que estão sempre andando aí em cima se esqueçam de que, o que está logo abaixo é mais importante do que o que está acima. Quem está embaixo é que mantem o equilíbrio de quem está no alto.

27/06/2013

"Just breathe"


Enquanto houver uma fresta na minha janela para entrar sol, ficarei embaixo. Deitarei lá, e me despirei de tudo o que me faz deixar de ser quem eu sou. Quero luz em mim, nas têmporas, nos cabelos, na barriga, nos pés. Quero calor.

Se chover tomarei a chuva, se ventar sentirei frio. Se não for assim, não faria sentido esperar pelo sol novamente. E não me permito ser ansiosa... eu espero.

Debaixo do sol venho lutando por não querer queimar na luz dos olhos seus. Por não querer arder na sua pele. Lutarei até dormir e sonhar com você. Um sonho com sintomas de pesadelo... Acordarei e o sol ainda estará lá. E enquanto houver uma fresta na minha janela, ficarei lá embaixo.

Respirarei... apenas respirarei. Porque "Nem tudo que nos aborrece e faz sofrer é, forçosamente, um mal."

25/06/2013

Se ancorar


Não estou pedindo para ficar, mas vem cá.
Deixa eu te amassar no sofá.
Na sua casa ou na minha, tanto faz.

Me segura vai, não me solta mais não.
Faça jus à minha tatuagem que você cobre com a mão.
Mistura meu perfume no seu.
Seu suor no meu.

E vem aqui até querer ficar mais um pouco.
Tomar um café enquanto exerce o dom de acordar rouco,
e eu arrepiando só de pensar que dormi com você.

Vem cá, meu bem...
quantas vezes será que já te chamei?
Vamos para a sala, pro corredor, pro seu carro.
Vem cá e eu te construirei.

Eu em você,
você em mim.
No sofá, e em todos os lugares que quiser ficar...
vem cá se ancorar.


23/06/2013

War


A confusão estava declarada! O principio de um banho de sangue, uma verdadeira desordem! Um ódio repentino,reprimido, surgiu. Algo que estava adormecido em cada um, porém, isso tudo se tornou coletivo.
O motivo era de todos. Mas ninguém soube entender o que era união de verdade.

Fomos traídos por nós mesmos, pela nossa ignorância. Pessoas atacando pessoas, atacando coisas sem razões definidas, onde isso parecia certo?

Eu observava tudo aquilo, perplexa, sem compreender nada. Foram eventos tão espontâneos, rápidos que minha cabeça ficou confusa. Quem eram esses ex adormecidos? O que ou quem de fato despertou?

Respirei fundo, tomei coragem e subi num banco e perguntei a todos "Por que vocês ferem seus irmãos?" "Por qual motivo estamos nos destruindo dessa maneira?"

De repente pararam todos e me olharam. Alguns curiosos e outros sem entender nenhuma das minha indagações.

Então alguém no meio da multidão gritou "Cala a boca, sua louca!" Todos deram um rugido coletivo e começaram a se matar de novo.

Revolta da Tarifa: evolução dos protestos em São Paulo e novas tendências políticas


Compareci aos terceiro, quinto e sétimo grandes atos contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo -- e também no ato contra Marco Feliciano e a "cura gay".

No terceiro, fui embora quando vi que os manifestantes estavam começando a manifestar opiniões divergentes e discutir para onde deveriam ir, poucos minutos antes do ataque da Polícia Militar ao Terminal Parque Dom Pedro. Até então os manifestantes estavam sendo tratados pela mídia como milhares de baderneiros, como sempre aconteceu em se tratando de qualquer protesto nos últimos anos. No quarto ato foi quando um homem foi preso por porte de vinagre, duas pessoas foram atropeladas, jornalistas e repórteres foram atacados pela PM e por aí vai... OPA, peraí, a PM atacou a mídia, agora a porra fica séria! Afinal, a mídia era responsável por encobrir muita merda que os policiais já vinham fazendo mas, como ela própria foi atacada, agora seria a hora de mostrar a verdade à grande massa. E assim a Revolta da Tarifa explodiu de vez, com os manifestantes tendo agora a seu lado não apenas milhares de pessoas insatisfeitas como também a mídia! E assim chegamos ao quinto ato, que foi lindo.


 Andei como um condenado da estação Clínicas até o Palácio dos Bandeirantes. Nos dias compreendidos entre o quarto e o quinto ato muito se discutia a questão de nem todos os manifestantes praticarem vandalismo, sendo isso responsabilidade de apenas alguns deles -- maior parte, segundo afirmam, infiltrados. Após a indignação do povo quanto aos ataques da PM, a mesma não participou do quinto ato -- pelo menos até tentarem invadir o Palácio dos Bandeirantes. Era como bradávamos, "Que coincidência: não tem polícia, não tem violência!". Foi a noite mais pacífica e mais linda de todas! Aliás, nessa mesma noite passamos em frente a Rede Globo e a vaiamos -- e soube que na mesma noite ela se defendeu da forma como havia tratado os manifestantes até então e mimimi. Andei até meia noite seguindo o protesto procurando qualquer estação de metrô ou indício de lugar onde pudesse passar ônibus para ir embora -- e muita gente ao meu redor fazia o mesmo. Nos dispersamos na região do Palácio dos Bandeirantes, quando descemos em direção a Francisco Morato com dois helicópteros sobrevoando nossa cabeça, centenas de policiais em motos e viaturas ao nosso redor e sons de bombas às nossas costas. A partir daquela noite, vi bastante na mídia a separação entre "a maioria dos manifestantes" e "uma minoria praticante de vandalismos".

Mas o que aconteceu para os vândalos se acalmarem assim tão de repente? Bom, logo em seguida, no sexto ato, houve tentativa de invasão da Prefeitura de São Paulo e várias lojas do centro da cidade foram saqueadas. Enquanto isso, com o apoio da mídia e declarações de políticos dizendo também apoiar as manifestações, nosso número aumentava inacreditavelmente! Desde o quarto ato o número de cidades que aderiam a Revolta, não apenas dentro como também fora do país, só crescia, assim como também as organizações de todos os tipos. Isso obviamente tocou a todos nós, esse tom de revolta nacional!

E é claro que há sempre alguém pra se aproveitar disso. Aqui em São Paulo o sétimo ato já havia sido marcado quando anunciaram que a tarifa voltaria a seu preço normal. Fomos à rua mesmo assim. Como dizemos "não é só por 20 centavos... é por todas as coisas nas quais esses 20 centavos não serão investidos" -- com a conquista dos 20 centavos revogados, está na hora de lutar então por todas as coisas que têm sido abandonadas para que nosso dinheiro seja roubado e/ou investido com gastos desnecessários para a Copa do Mundo. Mas como eu digo, há sempre alguém pra se aproveitar. Desde que a mídia decidiu se envolver assiduamente na Revolta, inúmeras pessoas têm sido atraídas a ela justamente pela mídia -- para poder simplesmente dizer "eu estive na Revolta da Tarifa" ou tentar aparecer na TV ou nos jornais ou conseguir vários likes no Facebook. Daí surgem os ambulantes vendendo água, comida... e surgem pessoas até bebendo no meio do protesto, como se fosse rolê!


A Revolta tem se tornado cada vez mais confusa desde então. Para frear o oportunismo que tanto tem crescido nos protestos, inúmeros manifestantes começaram a vaiar qualquer bandeira que se apresentasse, visando manter o cunho de "união" do protesto e não de propaganda. Isso tem causado brigas. O sentimento de nacionalidade tem fortificado o patriotismo do povo, bastante apoiado pelos nacionalistas. Os partidários, por sua vez, com bandeiras vermelhas que trazem em suas histórias militância de décadas, não têm gostado disso -- o que acho compreensível. O que não acho compreensível é sair entregando papeizinhos a tudo e a todos convidando o povo a se unir aos partidos -- coisa que aconteceu no sétimo ato.

Na internet, a briga entre o nacionalismo antipartidário e o partidarismo tem se tornado cada vez mais evidente. Com a conquista da revogação do aumento da tarifa, até mesmo o Movimento Passe Livre parece ter suas dúvidas de por que caminho seguir -- enquanto os protestos continuam acontecendo por diferentes causas, tendendo a perder-se em incontáveis nichos ideológicos. Quem perde com isso é a união tão linda que o povo brasileiro vinha conquistando nos últimos dias. Quem ganha é qualquer pessoa que tenha interesses políticos. No sétimo ato os gritos de "sem violência" dos pacifistas não demoravam muito tempo para serem abafados por uma multidão em fúria. Mesmo que a grande massa popular debande nas próximas semanas, os conflitos entre os movimentos políticos têm se tornado cada vez mais calorosos. Na minha opinião, resta ao povo ter a sabedoria suficiente para se desvencilhar dos interesses que vêm nos atacando de todos os lados e conseguir não apenas nossos direitos como também impedir que uma guerra civil e/ou uma nova ditadura se instale no Brasil.

Afinal, se formos parar para pensar, cada tipo de manifestante teve sua importância para a explosão da Revolta: a violência da PM e a divulgação da mídia, o vandalismo dos radicais causando choque no Estado, o respeito conquistado pelos pacifistas, os "curiosos" indo apenas pela mídia ajudando a aumentar o número de apoiadores, e por aí vai. A questão é: será que não há, quase às escondidas, pessoas mais poderosas que nós que também têm noção da importância e função de cada "tipo" de militante? Será que todos estão mesmo lutando por uma causa coletiva de forma única -- ou será que há aqueles que estão lutando por uma causa individualista de várias formas diferentes?

[Ps- Há muita coisa que preciso dizer sobre os protestos e acredito que esse foi apenas o primeiro de vários posts que eu ainda acabarei fazendo sobre o assunto. Isso explica o porquê de eu ter começado explicando sobre São Paulo. Sei que muitas outras cidades ainda lutam fervorosamente pela revogação do aumento da tarifa e as apóio, não nos esquecemos de vocês. Sei também que o governo continua atacando ferozmente em outras partes do país. Mas, após conversar com uma amiga minha do Rio de Janeiro, percebi que esse "fluxo" todo sobre o qual falei ao longo do post tende a se repetir nas outras cidades -- por isso, primeiramente, achei melhor relatar sobre o que está acontecendo onde eu moro, que é muito mais fácil ter acesso a informações verdadeiras. Qualquer relato que vocês, leitores, tenham sobre suas participações nos protestos de suas cidades, é uma honra recebê-las.]

21/06/2013

Sobre as Luzes


Se você tem o livre arbítrio de estar onde quer, escolha não estar no meu coração. Escolha não fazer parte de todas as minhas vontades, escolha que eu não te queira ainda mais. Por favor, se você não quer estar comigo, escolha estar longe dos meus sonhos, das minhas palavras. Não esteja mais em cada texto meu, não esteja aqui, ardendo no meu peito.

Meu amor, não me deixe pensar em você assim: perto de mim, comigo. Tenha controle sobre sua própria alma, sobre o quanto eu penso em você! Sou fraca, sou suja. Não faço questão de lutar contra o que eu sinto. Então se você tem o livre arbítrio de estar onde quer, vá embora.

E não se preocupe, o que você iluminou em mim continuará. Mesmo se você for, ainda terei o desejo de cintilar feito estrela no céu da sua boca e deixar que você veja por baixo da minha roupa o quanto eu brilho por você.

Na verdade, queria fundir as minhas luzes nas suas. Como a chama de duas velas, seríamos um só.

Meu bem, se ainda escolhe fazer meu coração acelerar e uma luz me invadir de dentro pra fora, fica. Brilha comigo. Deixe que essa luz que emana de você seja minha também.

20/06/2013

Um poema sobre a eternidade


a eternidade no passado
no passado eu sou.
sou lembrada,
sou vivida,
sou um desejo,
eu fui.
a eternidade é eterna:
nas nossas memórias,
nos nossos segredos,
no nosso passado.
o futuro é irreal.
o passado é real,
com seus tijolos empilhados construindo as lembranças.
o futuro era ontem,
névoa branca ou cinza.
e amanhã também será.
a gente espera a eternidade no futuro,
sem perceber que a eternidade
já foi construída no passado.

Aquarela


Se eu tivesse uma aquarela, pintaria você. Pintaria eu em você, você em mim. Pintaria um quadro. Destilaria todos os tons de vermelho em você, até sua boca, seus dentes, seu cabelo. Reproduziria toda a luz que vejo à sua volta quando você passa, multicoloridas, formando sua áurea.

Se eu tivesse uma aquarela conseguiria mostrar pra quem quisesse ver o que eu sinto por você. Te desenharia em grafite e te coloriria. Cada pincelada um batimento cardíaco, cada gota d'água um dia que passei sem um beijo seu. O mundo viria o que eu sonho toda noite desde que te conheci: aquela luz de cor secundária, todas as outras nuances à sua volta, e você.

Mas meu bem, se já não mais posso colorir você, fica. Pelo menos no meu sonho.

19/06/2013

Você



Você é meu assunto.
Acordo e durmo pensando em você.
Falo e escuto sobre você.

Sozinha
sinto seu cheiro
sinto seu calor
sinto você.
E cadê, você?

Não se preocupe, 
não ligo.
Pode voltar.

Se quiser,
desfilo até sua rua
fico nua
sou sua.

Quando digo que quero ficar só
penso em nós.
E desisto.

E sozinha
sinto seu cheiro
sinto seu calor
sinto você.
Cadê, você?

Você me pertence da língua pra fora,
porque é meu assunto.
Me molho e me seco pensando em você.
Rio e gargalho sobre você.

Cadê, meu Deus? 
Cadê você?

De novo, ouvindo Cícero

17/06/2013

Desejo do dia: All Star para Noivas


Se tem uma coisa na vida que eu gosto muito é de um bom e velho All Star - tenho cinco pares! Quando era mais nova dizia que ia dançar no meu baile de debutante usando um par, e depois decidi que casaria na praia, com um modelo branquinho.

Mas pera, meu desejo se realizou? Sim! A Converse lançou a "Bride Collection", uma linha de tênis especialmente para noivas. Eles são maravilhosos, e cheios das tendências!


E aí, tá querendo um? Corre, porque a edição é limitada. Mais informações aqui

Agora a questão é: um tênis à altura já temos... cadê o noivo? rs

16/06/2013

Sorte


De longe e à horas eu olhava a sua boca e imaginava o gosto de bebida que ela teria. Queria que fosse alguma fruta para que eu a devorasse, ou um cigarro para tragá-la. Você tem dessa coisa que me atrai e eu não sei explicar. Me guiei por onde você passou com a sua camisa cor de rubi. Durante uma música que nem sei o nome te puxei para dançar, e a sua malemolência era tudo o que eu queria acompanhar. Grudei meu rosto no seu, com o nariz perto da sua orelha para sentir aquele cheiro que esperei a semanas. Giramos algumas vezes, e comecei a derreter colada em você. A musica acabou, você se consertou e se livrou de mim. Você continuou naquela coisa toda, brilhando até me arder os olhos, indo embora. A sorte é relativa, pensei. Dancei sozinha.

Fui me descobrindo... aquilo que você deixou por fazer. Constatei que havia usado todas as minhas armas contra você - os cabelos, a boca, a cintura, as coxas, eu - e mesmo assim estava só. Teci as possibilidades de vantagem naquela situação e as destilei em cada um que dançou comigo por uma ou duas músicas; em cada um que me agarrou pela cintura como você devia ter feito.

Dois copos depois e eu nem me preocupava mais. Eu me saciava apenas com o fato de que existe alguém além de você. A sorte é relativa, pensei. E minha também.

15/06/2013

Ilustração: Eva Uviedo


Eva Uviedo nasceu na Argentina, e vive em São Paulo desde o final da década de 80. É Diretora de Mídias Eletrônicas na Trip Editora, onde cuida da digitalização das revistas Trip e Tpm; mas é adepta da moda antiga na hora de desenhar. 

Dentre seus principais projetos estão a Mostra Sesc de Artes e As coisas todas - e sua ordem. O resultado não podia ser melhor. ♥♥♥
simplesmente apaixonada pela colagem com folhas de samambaia ♥

Mais informações, ilustrações, trabalhos a venda e links no site http://www.evauviedo.com.br/

14/06/2013

Desenhos da Ana #2

Ando numa vibe aquarelista, então trouxe para vocês 3 aquarelas que produzi recentemente 

Tonari no Totoro

Nu

Auto-retrato

39 Coisas que o Namorado Perfeito Faz



De acordo com as minhas próprias concepções.

1- Liga antes de dormir para falar besteiras.
2- Expressa sentimentos.
3- Coloca fotos suas no celular.
4- Elogia (com sinceridade) seu cabelo, suas unhas...
5- Senta para estudar com você.
6- Abraça sem camisa, principalmente quando sai do banho.
7- Vê sua série favorita, e os filmes também.
8- Compartilha do mesmo gosto musical.
9- Coloca "em um relacionamento sério" nas redes sociais.
10- Diz que tem uma parte do seu corpo que é a favorita dele.
11- Canta, dança, interpreta. Mesmo sem saber nada disso.
12- Faz questão de te ouvir falando.
13- E ver sorrindo.
14- Escreve cartas.
15- Divide os problemas dele.
16- Não te dá as senhas, mas também não pede as suas.
17- Gosta de dormir com você.
18- E fazer refeições.
19- Mexe no seu cabelo.
20- Tem paciência para fazer carinho.
21- Mantém a barba do jeito que você gosta.
22- Não é grudento demais.
23- E não te deixa sozinha em casa sexta a noite.
24- Te deixa segura em relação ao que ele sente por você - isso é importantíssimo.
25- Brinca sobre como serão seus filhos se baseando em suas qualidades.
26- Gosta de cachorros.
27- E de crianças.
28- Faz você se sentir a vontade sem roupa.
29- Não diz que te ama, mas faz você querer dizer isso pra ele a todo momento.
30- Te fotografa.
31- Tem a risada gostosa.
32- A mão bonita.
33- E a boca mais ainda.
34- Sempre arruma tempo (e um motivo) para ir te ver.
35- Te surpreende.
36- Faz planos a longo prazo com você.
37- Dá beijo na mão.
38- Faz com que você frequente a casa dele.
39- Te faz amiga dos amigos dele.

Enfim, te faz feliz.

imagem: pinterest

13/06/2013

O Milionésimo Beijo

Meu nome soa muito mais bonito quando sai da sua boca. Fico em êxtase quando você puxa o "C", passeia pelo "E", vira a língua no "R", abre um pouco mais a boca num outro "E" e emenda o "S" no seu sorriso lindo. 

Sem mais delongas ou formalidade, lambi meus próprios lábios antes de lamber os seus. Os abri e os fechei para aprisionar o que é meu por direito. Se eu pudesse puxaria sua voz por ali, junto com a sua saliva, só para ouvir você dizer meu nome outra vez. Mal sabia se queria te ouvir ou te sentir.

Me apertei mais contra seu corpo, e ia passeando com a boca pelo seu rosto, pelo seu pescoço. Sua respiração fazia com que eu arrepiasse e desejasse que estivéssemos ainda mais próximos. 

Àquela altura estava escuro para que eu ainda enxergasse seus lábios se movendo, mas eu os sentia enquanto falava bem perto da minha orelha sobre o quanto me desejou daquela forma. Contabilizei mentalmente e depois te falei de todos os dias que passei pensando em nós. Confessei o quanto queria você para mim. 

Continuei curtindo seu peso em cima do meu corpo quando, de um ângulo em que eu podia te fitar, você repetiu meu nome. Fiquei te olhando enquanto você completava: "Eu te amo." 

Não te respondi, apenas te puxei novamente. 
- Vem cá, deixa eu te sentir. Deixa eu te ouvir. 
E te beijei mais um milhão de vezes.

12/06/2013

Sobre o terceiro ato contra o aumento da tarifa em São Paulo

Como todos já devem estar sabendo, ontem aconteceu o terceiro ato contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo. Antes a tarifa custava 3 reais e, agora, custa 3,20. O segundo ato aconteceu na região do Largo de Pinheiros no sábado e o primeiro na Avenida Paulista, na última quinta-feira sendo que este havia resultado em fogo na Nove de Julho, confronto com a polícia militar e depredação. Não estive lá, fiquei sabendo por meio de informes e fotos de quem havia comparecido. No terceiro ato, entretanto, eu estive e relatarei os fatos sob o meu ponto de vista.


O encontro de manifestantes estava previsto para as 17h na Praça do Ciclista. Apesar do meu interesse nas questões sociais do país, fiquei muito na dúvida se deveria ou não ir nesse protesto -- já que no primeiro e no segundo não pude -- por conta dos casos de depredação que deram notícias a muitos jornais. Sou pacifista. Combinei com algumas amigas e acabamos indo mas, como choveu de tarde, não encontramos com o pessoal da Praça do Ciclista. Ficamos andando pela Paulista por um tempo procurando notícias do protesto até que um grupo com algumas dezenas de pessoas passou pela gente convidando a irmos para a Praça Roosevelt nos unirmos ao protesto. Seguimos essa galera ao longo da Rua da Consolação. Estavam todos em silêncio e com o tempo acabamos ajudando a animar a galera com gritos de guerra. Quando chegamos na Praça Roosevelt já não havia mais ninguém e assim prosseguimos com a nossa marcha. Passamos pela República e pelo Viaduto do Chá onde, em frente a Prefeitura, havia centenas de policiais -- armados, com capacetes e etc. Eles ficaram apenas parados, observando enquanto passávamos. Seguimos pela Rua Direita e viramos na General Carneiro -- eu e minhas amigas já estávamos na vanguarda da marcha -- quando olhei para trás e simplesmente fiquei mudo: sem que eu soubesse muito bem como, as dezenas de pessoas haviam se tornado centenas, um mar de gente nos seguindo e bradando. Nos direcionamos para o Parque Dom Pedro.


No Parque Dom Pedro, alguns manifestantes pediram para que nos abaixássemos e nos informaram que a outra parte do protesto -- a que tentávamos encontrar mais cedo -- estava na praça da Sé onde, inclusive, havia policiais. Aliás uma viatura havia passado por nós enquanto descíamos a General Carneiro, o que achei estranho. Enquanto tentávamos nos organizar algumas pessoas subiram a rampa espiralada do Terminal e alguns dos manifestantes começaram a tapar a cara com lenços. Alguém soltou um rojão. Ficou combinado que iríamos para a praça da Sé -- alguns queriam ir imediatamente e outros disseram que era preciso organizar direito antes. Percebendo as divergências, chamei minhas amigas para irmos embora -- supus que não tardaria a começar a confusão.

Não deu outra: quando cheguei em casa soube que poucos minutos após o rojão os militares cercaram os manifestantes no Parque Dom Pedro e começaram a atirar com balas de borracha, acontecendo caso semelhante na praça da Sé. Fiquei sabendo inclusive que esse cerco já havia sido combinado entre eles antes mesmo de chegarmos ao Pq. D. Pedro. O resto disso é o que os jornais noticiam e eu mesmo não sei muito além: protestos pela Brigadeiro, Paulista fechada, confronto com policiais, milhares de manifestantes unidos, um babaca filho de uma puta atropelando dois manifestantes, mais de uma dezena de detidos, bombas, gás lacrimogêneo, fogo.


O protesto, em si, não muda muita coisa. A questão do protesto, como acho que todos já sabem, está em chamar atenção para a questão. Entre os militantes para variar estão havendo aqueles debates exaltados entre os que defendem protestos radicais e os que defendem protestos pacifistas. Mas fato é que milhares de pessoas estão indo às ruas e, entre elas, há radicais, pacifistas e etc. A luta é uma só, a interpretação dela é que varia de pessoa para pessoa -- mas a questão é que o preço da passagem aumentou e (quase) ninguém está satisfeito com isso. Infelizmente a mídia não divulga as informações de forma imparcial -- embora muitas vezes em casos assim ela simplesmente não pode fazer isso -- então cabe ao cidadão correr atrás de várias opiniões e informações opostas sobre uma mesma questão para entender um pouco melhor o que está acontecendo. Fui para o ato não apenas lutar pelos meus direitos como também em busca da verdade: queria ver com os meus próprios olhos quem está menos errado. Quase todo mundo me disse que quem começou o ataque foi a polícia, embora a televisão diga o contrário, e eu tenho meus argumentos a favor e contra ela quanto a isso. Quanto aos manifestantes, também. No meio da luta há um confronto de ideologias de ambos os lados -- tanto militar como militante -- então não podemos simplesmente dizer "todos os militares estão lá para defender a sociedade" assim como não podemos dizer o mesmo dos militantes. A luta continua e eu provavelmente postarei mais sobre essa questão aqui no blog, já que tem rendido muitas coisas sobre as quais preciso falar.

Hoje houve uma reunião dos líderes do Movimento Passe Livre com o Haddad e o Alckmin, segundo os noticiários. Me parece que o acordado foi de que os protestos cessarão caso a passagem volte ao seu preço normal conforme sugerido na reunião e voltarão caso o preço volte a subir. Todo caso, para amanhã está previsto o quarto protesto contra o aumento da passagem.

Play List Dia dos Namorados.



Ah, o dia dos namorados! Aquela correria para comprar presente para o amado, as duvidas se a pessoa vai gostar, o que ela pode querer ou odiar.
Uma breve historia sobre o dia dos namorados brasileiro: Na década de 50, nos meses de junho e julho o fluxo do comercio esteve em baixa, assim o empresário João Dória trouxe a ideia dos namorados do exterior, que é comemorado no dia 14 de fevereiro, dia de São Valentin, e 'inventou' para o dia 12 de junho o dia dos namorados brasileiro, que também é véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, comemorado no dia 13 de junho. Assim houve melhoras significativas para o comercio nesse período novamente. Sim, puro capitalismo. Mas, mais do que material, o presente do dia dos namorados tem que ser simbólico, é um dia para você provar mais uma vez o seu amor por alguém.

Então beijem muito, amem muito com presente ou não, não só hoje, como o ano todo!

E para os casais apaixonados separei musicas lindas e cheias de afeto de vários estilos para embalar o dia mais amoroso do ano:
Chico Buarque - Tatuagem
Skank - Balada do amo inabalável
Pink Floyd - Wish you were here
SOJA - You and Me
Yeah Yeah Yeahs - Maps
Graveola e o Lixo Polifônico - Dois lados da canção

E pra quem é solteiro, vá se divertir! Saia com os amigos, ria, beba, dance. De repente, você conhece alguém legal por ai e já comemora o dia dos namorados ano que vem, rs. Se não conhecer valeu a diversão não é.

Eu tenho a mim


Entrei te procurando, confesso. Olhei um por um até encontrar você do outro lado, vidrado na minha direção. Já tinha ouvido dizer que você não enxerga mais nada quando estou por perto, e agora eu tinha mais certeza. Me preocupei em não desviar os meus olhos dos seus até que estivéssemos próximos o bastante para que pudéssemos nos abraçar.

Você passou seus dois braços em volta da minha cintura, me apertando com certa força, encaixando o maxilar perto da minha clavícula. Usei meus braços apoiados na sua nuca para poder passar o meu nariz perto do seu cabelo, e depois até o fim do seu pescoço, enquanto você me colocava no chão. 

Quando te olhei você sorria para mim e então resolvi que devia te beijar, mas me contive por puro orgulho. Coloquei minha mão direita perto da sua orelha, fazendo carinho. Você ia fechando os olhos devagar enquanto colocava sua mão por cima da minha. Fiquei curtindo aquilo tudo, até você resolver o meu problema e unir os seus lábios nos meus.

Eu não me incomodava com a presença das outras pessoas, e parecia que você também não. Você me abraçava com vontade, e eu conseguia sentir meu coração pulsar contra seu peito. Quando a nossa sede passou, nos sentamos juntos. 

Você me observava com atenção enquanto eu gesticulava, e elogiou o meu jeito de falar. Eu, sem graça, confessei que fui na loja só para sentir o perfume que você usa. E não me arrependi de ter dito, porque ouvir sua gargalhada era o que eu queria. Nos curtimos por mais algumas horas. Nos despedimos. Fui para a minha casa, e você para a sua.

Tirei meu vestido - aquele que escolhi a dedo só porque você ia me ver -, vesti meu pijama de flanela e não me senti decepcionada por um segundo sequer. Eu estava no meu quarto, sozinha. Agradeci todas as entidades que creio por não ter esperado nada daquela noite, e mesmo assim por você ter entrado na minha vida. De ter tomado conta de tudo, apagado qualquer vestígio de amor pretérito, me chamado de gostosa e não soar pejorativo. Afinal, se eu me sentia bem a culpa era sua. Sabe aquela sensação que você tem a impressão de que terá só uma vez? Então...

Não me importava ser dia 12 de junho. Me olhei no espelho, e verifiquei que cada elogio seu era verídico. Girei lentamente para que eu pudesse me examinar com mais afinco, e concluí que nunca me amei tanto na vida.

Eu escrevia seu nome no meu pulso com caneta colorida (como fazia no ensino fundamental), e ficava olhando o meu celular. Nada de ligação. Nada de mensagem. E está tudo bem. Essa coisa toda de não saber a próxima vez que vou te ver deixa tudo mais interessante. Eu sempre vou querer sair um pouco mais bonita, eu sempre vou ficar verificando meu hálito de minuto em minuto, eu sempre vou ter essas borboletas no estômago, eu sempre vou ter você e mais um milhão de opções.

Simples assim: você não é meu namorado, e quem sai ganhando, sou eu. Eu tenho a mim.

10/06/2013

#10on10 - Pés

Olá conspiradores vitalícios!
Pra quem não conhece o 10on10 é um projeto fotográfico que durante 10 meses, no dia 10, serão postados 10 fotos sobre um tema. E esse mês eu que vou postar fotos!! êêêê
O tema é PÉS, e pra vocês que não tem convívio comigo: eu AMO fotos de pé haha
E separei minhas preferidas para vocês:


09/06/2013

"O Grande Gatsby": excentricidade e ostentação


Finalmente estreou O Grande Gatsby, filme cujo qual fui assistir ontem no cinema <3

A sessão que eu fui simplesmente lotou e, depois de um tempo, eu já nem sabia mais onde a fila pra entrar na sala terminava. Confesso que após bizoiar algumas críticas sobre o filme por aí fiquei receoso do filme ser um fracasso e só ter eu e uma dúzia de pessoas no cinema, mas não. Foi um sucesso mesmo, o que é compreensível. E o mais bacana é que era super misturada a faixa etária do público (de acordo com a classificação indicativa, claro), não é um filme que tenha interessado apenas a pessoa mais velhas ou apenas mais novas. Ambos os lados pareciam ansiosos para assistir. 


A história beira a humildade: um homem riquíssimo e "misterioso" que dá festas enormes e maravilhosas que atraem todo tipo de gente: artistas, políticos, estudantes, etc. Ninguém é convidado, as pessoas simplesmente ouvem falar das festas e aparecem por lá, mesmo sem saber nada além de boatos sobre o tal do anfitrião, o Sr. Gatsby. Nick Carraway se muda para a casa ao lado da de Gatsby e não aparece em nenhuma das festas até receber um convite do próprio magnata, o que o leva a conhecê-lo e, mais ainda, saber que sua prima, Daisy, tivera um romance com o homem anos atrás. Agora, tudo o que Gatsby mais quer é ter sua amada, agora casada com outro, de volta para si e poder seguir a vida espetacular que ele sempre planejara para ambos juntos.

Quase parece história de mimimi, mas eu particularmente não achei. Aliás, a história se passa no período pré-Grande Depressão, o que significa glamour, luxo e ostentação. E aí é que se liga a grande polêmica do filme: a trilha sonora, embora inspirada nas músicas da época, é completamente atual -- com direito a Will.i.am, Jay-Z, Beyoncé, Lana del Rey, Florence and the machine e por aí vai. Muita gente não gostou disso, achando incoerente. De fato, em algumas cenas e trechos eu concordo que realmente não ficou legal... mas, se for levar em consideração o risco corrido por essa ousadia, para uma "revolução" até que não foi tão ruim. Em muitos momentos não foi, na minha opinião, menos do que envolvente -- os trechos de "Young and beautiful" e o anacronismo de "Over the love" sendo cantada ao término de uma festa, por exemplo. "Bang bang" em uma das cenas principais do filme é esquisitíssima a princípio, mas assim que a gente se acostuma logo se empolga também.
 

A fotografia é impecável e o elenco não preciso falar nada né? Com destaque para Carey Mulligan que conseguia transmitir cada sentimento de Daisy de forma que, a meu ver, dava para compreender cada dilema da personagem. Não assisti em 3D pois sou mão-de-vaca e não ouvi falar muito bem do mesmo, então optei por assistir o filme na versão normal e agora não posso opinar sobre isso.

Aliás, "O Grande Gatsby" é baseado no livro de 1925 de F. Scott Fitzgerald, cujo qual não li -- ainda -- e tem outras três versões anteriores, cujas quais também não assisti ainda. Sendo assim, minha opinião nesse post é baseada unicamente no filme que acabou de ser lançado -- sem qualquer comparação com as outras versões da obra --, como um espectador comum e límpido mesmo. Fica aí minha opinião honesta sobre o excêntrico novo filme de Baz Luhrmann. E você, também já assistiu? O que achou? (:


[Nota: Eu não conseguiria fechar esse post sem dizer que achei esse filme super emo, mas não no sentido negativo. Me refiro à escolha musical, à temática, à fotografia e etc. Quem é ou era fã de Panic at the disco e 30 Seconds to mars, especialmente, provavelmente vai se apaixonar.]

06/06/2013

Faça seu check in e ajude o Hospital de Barretos




O Hospital do Câncer de Barretos foi criado em 1967, em um espaço cedido pela prefeitura. Devido a grande demanda de pacientes vindos de vários lugares e, em sua maioria de baixa renda, o hospital cresceu com a ajuda e fazendeiros da região e doações do país inteiro. Hoje é o maior e mais moderno centro de tratamento oncológico da América Latina, recebendo cerca de 4 mil pacientes, diariamente, via SUS. São centenas de pessoas dos 27 cantos do Brasil que viajam dias para o realizar o tratamento.

Pensando nessa grande população que vem de longe para o hospital, foi criado o projeto Voo contra o câncer. Explicando: à apenas 8 km do hospital, foi construída uma pista de voo que não opera voos comerciais. Para facilitar a vida de quem vem de longe, a ideia da campanha é que alguma linha aérea do país passe a realizar voos para esse destino. E é ai que entra você para ajudar!






No site do manisfesto (clique 'Voo contra o câncer acima'), você pode reservar um assento de mentirinha, através da sua conta no facebook, num voo com o destino para o hospital. É tudo de graça e o resultado é enviado as companhias aéreas do país para que elas vejam o grande interesse para esse destino.





Você, também, pode cutucar as linhas aéreas mandando mensagens, que você escolhe no site mesmo, como "Coloca esse voo logo pra decolar" ou "Que tal destinar um voo para barretos e salvar vidas?"
É só selecionar a companhia, escolher a sua mensagem e preencher seu nome e email.






Um dos projetos mais nobres desse Brasil que você pode ajudar a qualquer hora e tudo bem rapidinho e divertido.

acesse o site do Hospital de Câncer de Barretos e conheça outros projetos da instituição.

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